Filmes de 2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

29/10: DIA NACIONAL DO LIVRO: Os livros mais vendidos do mundo.


O DIA NACIONAL DO LIVRO, PARA NÓS LEITORES, É COMO COMEMORAR UMA DATA IMPORTANTE EM NOSSA VIDA, COMO, NASCIMENTO, BODAS, FORMAÇÃO ACADÊMICA,DENTRE OUTRAS, E POR ISSO, NESTE EXTENSO UNIVERSO DO MUNDO DA LEITURA, EXISTEM LIVROS, QUE SÃO CONSIDERADOS, AS MAIORES CRIAÇÕES LITERÁRIAS DA HISTÓRIA, CANÔNICAS OU NÃO. Os LIVROS BEST-SELLERS SÃO MUITO POPULARES ENTRE LEITORES, COMO CREPÚSCULO E HARRY POTTER, PORÉM EXISTEM LIVROS QUE A MUITOS ANOS CONQUISTAM ADMIRADORES E LEITORES PELO MUNDO. SÃO LIVROS HISTÓRICOS QUE DEIXARAM UM GRANDE MARCO NA LITERATURA MUNDIAL. 

Menções Honrosas: Bíblia, Alcorão, Livro de Mórmon, Livro Vermelho e Dicionário Xinhua.




10º Código da Vinci – 80 Milhões


O livro Código da Vinci, lançado em 2004, é um best seller polêmico, em especial pelo questionamento da divindade de Jesus Cristo; o autor é Dan Brown, escritor norte-americano. No ano 2006 foi lançado filme a partir do livro, O Código da Vinci, com Tom Hanks no papel principal.



9º Ela, a Feiticeira – 83 Milhões

Ela a Feiticeira um dos livros mais vendidos no mundo

O livro Ela, a Feiticeira é de 1887, do escritor inglês Henry Haggard, autor também do livro famoso As Minas do Rei Salomão, e ocupa a nona posição desta seleção. O livro trata das aventuras do professor Horace Holly e o pupilo Leo Vincey. Ambos ao seguir coordenadas registradas em objeto do pai de Leo, se deparam em região inexplorada, localizada pelo interior da África.

8º O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa - 85 Milhões



O livro é primogênito da série As Crônicas de Nárnia, e o autor é C. S. Lewis, escritor britânico, a obra é de meados da década de 40, com publicação apenas em 1950.
O livro conta a história de 4 irmãos, que após fuga dos bombardeios em Londres, durante 2ª Guerra Mundial, vão até casa do professor em campo. É descoberta então passagem secreta para mundo fantástico. A tradução desta obra foi em 41 idiomas.

 7º O Hobbit - 100 Milhões


O Hobbit é obra de J. R. R. Tolkien, anterior aos 3 livros do Senhor dos Anéis. E foi adaptado para teatro, cinema e rádio, e a versão cinematográfica atual é trilogia filmada por Pete Jackson, com divisão em 3 partes Uma Jornada Inesperada de 2012, A Desolação de Smaug de 2013, e ainda Lá e De Volta Outra Vez de 2014.


6º O Sonho da Câmara Vermelha - 100 Milhões

o sonho da camara vermelha livros mais vendidos

Trata-se de obra-prima da literatura chinesa, do escritor e pintor Cao Xueqin. Este faleceu em torno de 5 anos anteriormente à publicação do livro. A história é baseada em triângulo amoroso envolvendo protagonista Jia Baoyu, e seus 2 primos. O que é afirmado por alguns, é que o livro é biografia da família nobre da época.


5º O Caso dos Dez Negrinhos - 100 Milhões


Ao somar os livros da escritora inglesa Agatha Christie, a mesma só fica atrás da Bíblia e do conjunto de obras de Shakespeare, em relação às vendas. O grande sucesso da escritora foi O Caso dos Dez Negrinhos, que ocupa a quinta posição entre os 10 livros mais vendidos de todos os tempos.
A história trata de 10 pessoas desconhecidas em mansão na ilha de Devon, convocadas pelo casal misterioso. O título da obra gerou polêmica pelos EUA, pelas palavras little niggers, que significam negrinhos; e daí é popular como And Then There Were None ou Ten Little Indians.


4º O Pequeno Príncipe - 140 Milhões

o pequeno principe livro

Esta obra é de Anoine de Saint-Exupéry, francês, e a mensagem é universal para qualquer idade. É livro na língua francesa, mais famoso pelo mundo, e passou marca de 140 milhões de cópias comercializadas, com publicação em mais de 160 idiomas e dialetos, sendo a terceira obra mais traduzida do mundo, atrás da Bíblia e de O Peregrino.

3º O Senhor dos Anéis - 150 Milhões


O Senhor dos Anéis é de origem britânica, e a saga foi escrita por J. R. R. Tolkien, autor inglês, com sucesso na versão impressa e na cinematográfica. A trilogia apareceu como seqüência da obra O Hobbit, com tradução em mais de 40 idiomas.
A história ocorre em Europa mitológica, com destaque para convivência em mesmo espaço de humanos e seres míticos. É descrita saga de Frodo, na busca do anel que deve ser destruído.


2º Um Conto de Duas Cidades - 200 Milhões

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Um Conto de Duas Cidades é do romancista inglês do século XIX, Charles Dickens. É romance de maior sucesso do autor, baseado em obra de Thomas Carlyle, de 1837, popular como História da Revolução Francesa.
A história trata dos efeitos da Revolução Francesa na Inglaterra, através de personagens românticos, apontando como a luta por liberdade pode se transformar, de maneira irônica, em própria tirania.

1º Dom Quixote de La Mancha - 500 Milhões



Segundo ohowstuffworks, o livro Dom Quixote de 1615, possui aproximadamente 500 milhões de unidades vendidas. Não se sabe com precisão a quantidade, mas considerando um livro que é vendido desde 1615 até os dias atuais, é a estimativa aceitável. O livro é um clássico da literatura mundial, e maior expoente da literatura espanhola. Seu escritor, Miguel de Cervantes y Saavedra, narra a história do fidalgo castelhano que é aficionado por leituras de romances de cavalaria, até que resolve viver como esses heróis. Dom Quixote e seu fiel amigo Sancho Pança embarcam em uma grande aventura humorística e anacrônica.

E você tem algum best-seller favorito que não entrou nesta lista? Comente.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Livros que provavelmente não aparecerão nas telonas

A melhor coisa da ficção científica e dos livros de fantasia é que nossa mente pode navegar até onde a realidade não chega. Ainda que a computação gráfica tenha evoluído a ponto de gerar universos virtuais, ainda existem títulos que dificilmente seriam adaptados com sucesso para as telonas. De qualquer forma, não custa sonhar, nem tentar. 

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Esse livro remove uma noção fundamental nas relações sociais: gênero. As pessoas no planeta Gethen não têm um sexo definido. Eles passam por fases durante seu desenvolvimento e mudam de órgãos e de apetite sexual. Eles podem engravidar numa fase da vida, engravidar outra pessoa num outro momento e não ser nem menino nem menina entre essas gestações.
Para levar este conceito ao cinema, não basta usar atores de visual andrógeno. É preciso criar um mundo onde o conceito de gênero fixo não existe. E não bastaria que os personagens acreditassem nisso. O público teria que entender e aceitar essa mudança de paradigma. Ou seja, nada de galãs e namoradinhas de Hollywood no elenco. E uma produção com orçamento grande o bastante para criar esse mundo, mas sem nenhum astro atrelado ao projeto? Acho que não, hein? Mas que seria um filmão, isso seria.
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Quem não quer mais um filme baseado na obra de J.R.R. Tolkien? Quem não quer assistir a história das três jóias de Fëanor em 3D? Quem não quer ver a Guerra da Última Aliança entre os Númenóreans e as forças de Sauron?
Resposta: ninguém. O público dos Cinemarks da vida não aguentaria O Silmarillion. Nem J. R. R. Tolkien aguentou! A obra foi publicada 4 anos após seu falecimento e, além de conter um semi-prólogo para O Senhor dos Anéis, também conta histórias abstratas como Ilúvatar criando Ainur para fazer música celestial antes de cair em Arda. É pouco provável que os estúdios de cinema embarquem nessa viagem.
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Depois da batalha em que o povo de Tigana matou o filho de um senhor local, este não só consegue se vingar da população como usa um feitiço para apagar a existência daquele país da memória de seus cidadãos. A não ser por alguns rebeldes, a maioria dos cidadãos acredita que eles são uma província menor de Corte, conhecida como “Corte Baixa”, para indicar não apenas sua posição geográfica como também seu status em relação ao resto da região.
À primeira vista, não parece se tratar de uma história infilmável. Afinal, temos rebeldes, um rei mau e o conceito de luta por nacionalidade. Mas ao mesmo tempo, o livro é a batalha pela mente das pessoas, não por uma região geográfica. A nação tem que se reconhecer independente para ser independente, o que gera a nebulosidade política do livro. A maior parte das pessoas do mundo vem de regiões que, em algum momento, foram conquistadas e acabaram se fundindo aos conquistadores. O momento em que uma nação se rende é parte inescapável da conquista da paz. Agora, se você não sabe contra quem você um dia lutou, como se render? E como filmar isso?

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Resenha: Caixa de Pássaros




        Caixa de Pássaros, de Josh Malerman


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                                                      Título: Caixa de Pássaros
                                                      Autor: Josh Malerman
                                                      Editora: Intrínseca
                                                      Ano: 2015


Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


                                                                 Resenha:


Com certeza, Caixa de Pássaros é um dos trhillers de terror/horror mais genuínos dos últimos anos.
Tem alguma coisa lá fora. Esperando por você, em todos os lugares. Ninguém sabe o que é, quem é ou qual sua forma, porque quem viu, não viveu pra contar a história. Só se sabe que é letal. Há algo lá fora esperando para enlouquecer você e fazer você cometer atos horríveis: fazer você se mutilar, se suicidar. Basta apenas um segundo, um mínimo descuido e tudo está terminado. Basta ver “aquilo” e você está perdido. Quer ficar em segurança? NÃO ABRA OS OLHOS! Para nada. Vai sair? Use uma venda. Tape as janelas com cobertores, tábuas, o que encontrar. Construa barricas, não deixe um sequer buraco de claridade aparecer, você não pode ver a luz do mundo lá fora. Esconda-se, não saia de casa, não olhe pela janela. Viva todos os dias com medo, na escuridão de uma casa. Essa é a vida em “Caixa de Pássaros”, a única regra é: NÃO ABRA OS OLHOS – se quiser sobreviver.

Cinco anos se passou desde o inexplicável surto começou, agora Malorie e os dois filhos têm de enfrentar o desconhecido para salvar suas vidas. Uma viagem literalmente no escuro, sem abrir os olhos, onde qualquer errinho, pode mata-los. Esse é um daqueles livros onde você sente o desespero dos personagens.

“Na calçada, um casal passa com o jornal cobrindo o rosto até as têmporas”. Alguns motoristas dirigem com os retrovisores virados para cima. Distante, Malorie se pergunta se aqueles são sinais de que a sociedade está começando a acreditar que há algo de errado. E se houver, o que é?”… “Um homem no fim do corredor abre uma caixa de curativos. Então põe um deles sobre o olho.”
Grande parte da história pe narrada em 1ª pessoa pela protagonista, mas, Mallorie, não é um narrador onisciente/onipresente, ela percebe apenas o que esta ao seu redor e divaga consigo mesma as possibilidades dos fatos. A narrativa é permeada por muitas digressões atinentes aos acontecimentos presentes, o que dá ao leitor as condições de compreender como e por quê o livro começa quando a maior parte da história já havia acontecido.
O ritmo da leitura é contínuo e claustrofóbico, onde o leitor se vê completamente envolvido com as personagens, o medo e a angústia estão presentes a cada página e a iminência de algo por vir, algo desconhecido e perturbador, algo invisível é constante durante toda a leitura.
Diante de uma análise mais sociológica, Caixa de Pássaros retrata muito bem o comportamento humano, bem como, as formas de conduta de cada personagem diante do desconhecido, enquanto, " as criaturas", ficam retidas a um plano secundário, posto que, não há grandes informações sobre quem são, de onde vieram ou o que pretendem, isso fica muito implícito até o final da narrativa, o que chega a ser uma decepção, pois fica a cargo do leitor imaginar e propor desfechos mais explicativos.
“Ele poderia ter entrado em qualquer momento. Poderia ter quebrado uma janela. Poderia tê-la atacado quando ela ia pegar água no poço. Por que esperaria? Sempre seguindo, sempre rondando, só que ainda não estava pronto para atacar.”

Josh explora o mundo da escuridão, dos ruídos, dos sussurros e barulhos, qualquer coisa pode significar seus últimos instantes de vida, qualquer batida na porta ou galho quebrando se revela extremamente ameaçador.
“Remar vendada é ainda mais difícil do que Malorie havia imaginado. Já aconteceu de muitas vezes o barco bater nas margens e ficar preso por vários minutos. Durante esse tempo, ela foi tomada por imagens de mãos invisíveis tirando as vendas dos olhos das crianças. Dedos emergindo da água, surgindo da lama das margens.”

Como leitora e apreciadora de filmes/livros de terror/horror, eu gostei muito do enredo, da escrita simples o objetiva e da forma articulada como Malerman conduz os acontecimentos, porém, não apreciei duas falta de consonância durante o ápice e o desfecho. Minha primeira decepção surgiu quando percebi que o autor passou tempo demais analisando perfis, comportamentos e a relação desarmoniosa das personagens confinadas à casa, e, simplesmente, deu uma breve pincelada nas explicações de como todos os habitantes da casa morreram. Como assim? Acredito que Malerman podia ter lançado mais luz sobre o que aconteceu realmente dentro daquela casa, no momento em que " as criaturas" entraram, ou permitido que algum personagem tivesse sobrevivido por mais algum tempo para esclarecer tudo. Não, não é pedir demais, esta é apenas, minha opinião de leitora. Outra decepção que sofri ao fim da narrativa, e que percebi que, a maioria dos leitores que leram o livro, assim como, as resenhas de diversos blogs que falaram sobre Caixa de Pássaros, foi o final, que assim como toda a história terminou " no escuro", ou seja, se você é daqueles que gostam de um final revelador, em que tudo fica esclarecido, este livro não é muito indicado. Eu esperava por um desfecho a altura, por algo que não chegou, – não que o livro não tenha um final – porém esperei saber mais informações,principalmente, sobre " as criaturas", mas isso não aconteceu, pode ser que não foi este o foco de Malerman, o autor deixou claro ao decorrer da história que seu intuito era deixar o leitor aterrorizado até o final, o que conseguiu. Mas a história em si contrapõe esse final decepcionante. Depois de ler “Caixa de Pássaros”: Nunca mais se pode ouvir o barulho dos pássaros da mesma forma, assim como, estará sempre latente, aquele bordão: " Não abra os olhos".

                                                         By Stela Bagwell

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Indigestão Literária

Os 10 Livros mais Indigestos da Literatura

" A vida é muito curta para ler livros ruins" Esta tem sido a frase mais ouvida dentro do cenário literário nos últimos tempos. Livros que estão no cânone, mas, são complicados, prolixos e enfadonhos costumam ser a tortura de muitos leitores, insistir em lê-los pressupõe-se fracasso na certa. Estes livros, que, de "mocinhos", acabaram se tornando os grandes vilões do desejo da leitura como uma ideia hedonista. O romancista britânico, Nick Hornby, quem o diga, no Festival Literário de Cheltenham, conscientizou leitores a queimar seus piores pesadelos; " livros que se instalam na mesinha de cabeceira como um parasita, porque o leitor é incapaz de lê-lo". Há quem é bem mais radical e leva a atividade da leitura muito a sério, como o também romancista britânico, kinsley Amis, autor de, Colonel Sun e Gosto Disto Aqui, que atualmente, só lê romances que são iniciados com a frase: " Escutou-se um disparo", ou, outra conotação do gênero. 

                                    

                                                      Kinsley Amis

Acredito que todos os leitores, em algum momento de suas vidas, se depararam com escritas indecifráveis, autores narcisistas, que, pensaram estar divagando consigo mesmos, ou, mais recorrentes, assuntos desinteressantes, que acabaram por sugar toda a alegria em chegar á última página.
À seguir 10 livros que se tornaram grandes vilões de muitos leitores:


01- Guerra e Paz, de Leon Tolstói





Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, eles prefeririam ver a versão cinematográfica. Carrega o estigma recorrente de que ler para os russos é complicado e mais cansativo que escalar algum pico dos Urais. Seu autor o escreveu convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram, neste tipo de debate, ter se sentido assim durante sua leitura.

02- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen





Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas comédias da televisão. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito, tenho vontade de desenterrar [a autora] e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.


03- Moby Dick, de Herman Melville





Se o protagonista de outro relato deste autor, Bartleby, o Escrivão – esse advogado nova-iorquino entediado, entre outras coisas, com seu trabalho – diz aquilo de “Preferiria não fazer isso”, muitos leitores adotam essa frase quando encaram o romance definitivo de Melville. Não compartilham a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Em uma recente reedição em castelhano desta obra, o autor do prólogo inclui uma saborosa curiosidade. O músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.


04- Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes

O mesmo bufo de tédio e desinteresse nas salas de aula checas e espanholas. E o pior é que ambos são emitidos pela obrigação de ler dois dos romances mais divertidos e delirantes da história. Duas histórias pitorescas com dois anti-heróis absolutamente inesquecíveis que carregam o problema de ser o clássico mais aplaudido de ambos os países. Seu problema? Obrigar alunos imberbes com os feromônios disparados a mergulhar em suas numerosíssimas páginas para transformá-los em “um livro de La Mancha – ou de Praga – do qual não quero me lembrar”. No entanto, quando lidos mais tarde, são mais viciantes que um saquinho de pipocas ou que a série de TV com maior audiência.





05- A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne




Foi publicado por volumes durante oito anos. O autor morreu antes que se publicasse como romance; de fato, muitos especialistas consideram a obra inacabada depois de tantas páginas. O livro pretende ser a autobiografia do narrador, que se perde em digressões e rodeios infinitos e hilários, mas não adequados para todos os gostos. É uma peça fundamental da narrativa moderna e cômica, mas o fato de que o protagonista não nasça até o terceiro volume não ajuda muita gente a aguentar manter o livro nas mãos. Talvez prefiram a adaptação de Michael Winterbottom, embora seja uma adaptação pouco fiel, como não poderia deixar de ser.


06- Crime e Castigo, de Fiodor Dostóiévsk



Não adianta muito que se possa ler como um thriller psicológico e torturado que não se resolve até o último parágrafo. Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa sua escritura e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento.


07- Os Sertões, de Euclides da Cunha





Na verdade eu nem tenho palavras para qualificar este livro, honestamente, é um manual completo de Geologia/Geografia, Antropologia, com uma escrita extremamente técnica e científica, mas nada de romance, portanto quem vai com muita sede ao pote neste livro, vai se decepcionar bastante, é quase impossível vencer a primeira parte, se tornando uma verdadeira batalha árdua e improfícua.


08- O Guarani, de José de Alencar




Muito recomendado em vestibulares tradicionais de todo o Brasil, mas, sem dúvidas, um dos mais indigestos. O Guarani, é muita informação para pouco desfecho, permeado até a raiz por um romance mamão com açúcar, que por muitas vezes, o leitor se pergunta, qual a razão de tanta melação num cenário beligerante. O livro é extenso e não consegue despertar o interesse. A obra de Alencar já teve seus dias de glória, mas, atualmente denota sentimentos, ações e cenários sociais completamente obsoletos para as últimas gerações.

09- Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa




Esta obra, do renomado e beletrista Guimarães Rosa, é um clássico da literatura brasileira, e de maneira nenhuma é um enredo ruim, mas, não sei os motivos de autores brasileiros tentarem escrever de forma que o grande público não entende, claro que deve-se levar em conta o grande brilhantismo em cultuar o regionalismo análogo à cada autor, porém, Grande Sertão Veredas, traz uma narrativa confusa, que leitores mais leigos não passam das duas primeiras páginas.


10- A Ilíada e Odisséia, de Homero




Os gregos também possuem afeição pela escrita confusa, ou talvez o leitor não esteja preparado para entender tais obras. Mas uma coisa é certa, a leitura de épicos é bastante complicada e necessita de muito domínio linguístico e morfológico para se ficar a vontade em meio a tanta história.


By Stela Bagwell