Filmes de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Indigestão Literária

Os 10 Livros mais Indigestos da Literatura

" A vida é muito curta para ler livros ruins" Esta tem sido a frase mais ouvida dentro do cenário literário nos últimos tempos. Livros que estão no cânone, mas, são complicados, prolixos e enfadonhos costumam ser a tortura de muitos leitores, insistir em lê-los pressupõe-se fracasso na certa. Estes livros, que, de "mocinhos", acabaram se tornando os grandes vilões do desejo da leitura como uma ideia hedonista. O romancista britânico, Nick Hornby, quem o diga, no Festival Literário de Cheltenham, conscientizou leitores a queimar seus piores pesadelos; " livros que se instalam na mesinha de cabeceira como um parasita, porque o leitor é incapaz de lê-lo". Há quem é bem mais radical e leva a atividade da leitura muito a sério, como o também romancista britânico, kinsley Amis, autor de, Colonel Sun e Gosto Disto Aqui, que atualmente, só lê romances que são iniciados com a frase: " Escutou-se um disparo", ou, outra conotação do gênero. 

                                    

                                                      Kinsley Amis

Acredito que todos os leitores, em algum momento de suas vidas, se depararam com escritas indecifráveis, autores narcisistas, que, pensaram estar divagando consigo mesmos, ou, mais recorrentes, assuntos desinteressantes, que acabaram por sugar toda a alegria em chegar á última página.
À seguir 10 livros que se tornaram grandes vilões de muitos leitores:


01- Guerra e Paz, de Leon Tolstói





Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, eles prefeririam ver a versão cinematográfica. Carrega o estigma recorrente de que ler para os russos é complicado e mais cansativo que escalar algum pico dos Urais. Seu autor o escreveu convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram, neste tipo de debate, ter se sentido assim durante sua leitura.

02- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen





Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas comédias da televisão. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito, tenho vontade de desenterrar [a autora] e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.


03- Moby Dick, de Herman Melville





Se o protagonista de outro relato deste autor, Bartleby, o Escrivão – esse advogado nova-iorquino entediado, entre outras coisas, com seu trabalho – diz aquilo de “Preferiria não fazer isso”, muitos leitores adotam essa frase quando encaram o romance definitivo de Melville. Não compartilham a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Em uma recente reedição em castelhano desta obra, o autor do prólogo inclui uma saborosa curiosidade. O músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.


04- Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes

O mesmo bufo de tédio e desinteresse nas salas de aula checas e espanholas. E o pior é que ambos são emitidos pela obrigação de ler dois dos romances mais divertidos e delirantes da história. Duas histórias pitorescas com dois anti-heróis absolutamente inesquecíveis que carregam o problema de ser o clássico mais aplaudido de ambos os países. Seu problema? Obrigar alunos imberbes com os feromônios disparados a mergulhar em suas numerosíssimas páginas para transformá-los em “um livro de La Mancha – ou de Praga – do qual não quero me lembrar”. No entanto, quando lidos mais tarde, são mais viciantes que um saquinho de pipocas ou que a série de TV com maior audiência.





05- A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne




Foi publicado por volumes durante oito anos. O autor morreu antes que se publicasse como romance; de fato, muitos especialistas consideram a obra inacabada depois de tantas páginas. O livro pretende ser a autobiografia do narrador, que se perde em digressões e rodeios infinitos e hilários, mas não adequados para todos os gostos. É uma peça fundamental da narrativa moderna e cômica, mas o fato de que o protagonista não nasça até o terceiro volume não ajuda muita gente a aguentar manter o livro nas mãos. Talvez prefiram a adaptação de Michael Winterbottom, embora seja uma adaptação pouco fiel, como não poderia deixar de ser.


06- Crime e Castigo, de Fiodor Dostóiévsk



Não adianta muito que se possa ler como um thriller psicológico e torturado que não se resolve até o último parágrafo. Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa sua escritura e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento.


07- Os Sertões, de Euclides da Cunha





Na verdade eu nem tenho palavras para qualificar este livro, honestamente, é um manual completo de Geologia/Geografia, Antropologia, com uma escrita extremamente técnica e científica, mas nada de romance, portanto quem vai com muita sede ao pote neste livro, vai se decepcionar bastante, é quase impossível vencer a primeira parte, se tornando uma verdadeira batalha árdua e improfícua.


08- O Guarani, de José de Alencar




Muito recomendado em vestibulares tradicionais de todo o Brasil, mas, sem dúvidas, um dos mais indigestos. O Guarani, é muita informação para pouco desfecho, permeado até a raiz por um romance mamão com açúcar, que por muitas vezes, o leitor se pergunta, qual a razão de tanta melação num cenário beligerante. O livro é extenso e não consegue despertar o interesse. A obra de Alencar já teve seus dias de glória, mas, atualmente denota sentimentos, ações e cenários sociais completamente obsoletos para as últimas gerações.

09- Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa




Esta obra, do renomado e beletrista Guimarães Rosa, é um clássico da literatura brasileira, e de maneira nenhuma é um enredo ruim, mas, não sei os motivos de autores brasileiros tentarem escrever de forma que o grande público não entende, claro que deve-se levar em conta o grande brilhantismo em cultuar o regionalismo análogo à cada autor, porém, Grande Sertão Veredas, traz uma narrativa confusa, que leitores mais leigos não passam das duas primeiras páginas.


10- A Ilíada e Odisséia, de Homero




Os gregos também possuem afeição pela escrita confusa, ou talvez o leitor não esteja preparado para entender tais obras. Mas uma coisa é certa, a leitura de épicos é bastante complicada e necessita de muito domínio linguístico e morfológico para se ficar a vontade em meio a tanta história.


By Stela Bagwell