Filmes de 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Análise Literária sobre Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe






" ... e vejo esse nobre guerreiro, único sobrevivente da sua raça, caminhar, cansado e cambaleante, para o túmulo, sentindo a cada momento uma alegria nova ardente e dolorosa, ao rever as sombras imóveis dos seus mortos, e, olhando a terra fria, sobre a erva que ondula ao sabor do vento, exclama: O viajante há de voltar, há de voltar aquele que me conheceu no esplendor da minha juventude, e dirá: Onde está o bardo, o ilustre filho de Fingal?
Seu pé calcará a minha sepultura e em vão há de procurar-me sobre a terra!"

Fruto de uma vida inquieta e de uma inteligência sem limites, a obra de Goethe, abrange tudo o que o precedeu e tudo o que se anunciou em seu tempo, sintetizando sentimento e razão, homem e natureza.
Em Os Sofrimentos do Jovem Werther, o amor mal sucedido por Clarlotte Buff, noiva de um amigo, leva o jovem Werther ao suicídio, esta obra foi o primeiro romance de Goethe.



A obra, essencialmente psicológica, teve repercurssão extraordinária em toda a Europa. A figura atormentada de Werther tornou-se modelo de herói pré-romântico da época.
Os Sofrimentos do Jovem Werther, do romancista alemão Johann Wolfgang von Goethe, publicado em 1774, pode ser entendido como uma fonte documental e historiográfica da representação do papel masculino e feminino da época.
O livro é um romance epistolar onde o protagonista, Werther, em viagem de negócios envia cartas a um amigo, Wilhelm. Goethe viveu entre a alta sociedade alemã, atuando como escritor e conselheiro de duques e príncipes, foi durante essa época que o autor escreveu  Os Sofrimentos do Jovem Werther, de caráter emblemático.
Assim como muitos críticos tem observado, esta obra de Goethe pode ser dividida em duas partes. A primeira mais filosófica, vai até o meio do livro e demonstra a alegria de Werther em estar numa região bucólica e agradável, porém, já exprimindo os sentimentos de uma fina angústia. A segunda, mais descritiva, perdura até o final do livro e apresenta as sensações complexas e paradoxais a partir do encontro de Werther e Charlotte ( Lotte ), quando há um deselumbramento do protagonista coma jovem. Lotte simboliza a mulher idealizada, erudita, educada para ser esposa, não a esposa submissa do romantismo, mas uma mulher culta e participativa nas situações e circunstâncias do meio em que interage.
É notável a melancolia na obra, ambas personagens ( Werther e Lotte ), sentem uma atração física e espiritual recíproca, mas são impossibilitados de concretizar qualquer ato, estes sentimentos, por fim, acabam sendo invadidos por dor e depressão.
Assim como a Sofia de Rousseau, em, Émile, Lotte é a personificação da mulher ideal daquele período histórico, e, apesar de ser uma obra ficcional, sua análise possibilita uma melhor compreensão, também, do homem do início do século XIX.

                                         

Mas a sombra de Werther sempre o acompanhara e volta à cena 50 anos depois de vir a público. Por ocasião da edição comemorativa do jubileu de sua obra, como que num resgate da força viril de juventude, Goethe se apaixona pela jovem adolescente de 16 anos Ulrikevon Levetzow e tem seu pedido de casamento recusado. Ao escrever a poesia a Werther, novamente tem a oportunidade de transformar a dor da paixão em uma obra literária: " o que não vivi e o que não me atormentou e comoveu, isto também não poetizei, nem pronunciei", o senhor septuagenário dialoga com o jovem e terno apaixonado Werther: " mais uma vez ousas, sombra tão prateada/ surgir à luz do dia".
A própria origem obscura do nome do personagem que intitula o romance de Goethe permite que se faça uma associação livre com o significado da palavra que esta na raiz do nome. Wert, em alemão, significa valor ou valoroso e a terminação " er " indica o grau comparativo, o que leva ao entendimento do nome Werther, como " aquele que é mais valoroso que ", Essa acepção pode resumir o próprio enredo da obra que vai muito além de uma mera expressão das dores de amor de um apaixonado infeliz: a discussão sobre valores. A procura de um novo fazer literário, mais verdadeiro e expressivo era o lema daqueles jovens que se reuniam para discutir e fazer nova literatura, que se configuraria no movimento denominado de Sturm und Drang ( tempestade e ímpeto ), mesmo título da peça de 1776, de um dos integrantes do grupo em torno do jovem Goethe. A questão central gira em torno dos novos valores que esta geração tenta estabelecer a partir de suas produções literárias, nas quais conceitos como gênio, fantasia, sentimento, amizade, liberdade e natureza ocupam o lugar central.
O título da obra, Os Sofrimentos do Jovem Werther e a introdução que antecede a série de cartas resumem sinteticamente o tema: a exposição franca e direta do estado de paixão e seus reflexos, efeito lançado pela sua forma epistolar. A intimidade com a qual o leitor acompanha o nascimento e a incrementação do estado de  paixão difere de qualquer outro romance anterior, no qual se tenha usado o recurso de  exposição de cartas. Este gênero de romance estava em voga e já havia sido usado com sucesso na Inglaterra por Richardson ( Pamela, 1740, Clarissa, 1748 ) e na França por Rousseau ( A nova Heloísa, 1761 ), mas são,  segundo Paul Kluchkohn, pálidas expressões da força do amor, se comparadas à pujança do texto de Goethe. A coletânea de cartas a seu amigo Wilhelm não oferece ao leitor a contraparte, mergulhando-se única e exclusivamente no mundo de um só Eu, o de Werther.
Tudo o que se vê e se percebe é unicamente filtrado pelo íntimo do personagem, o que acentua o perfil psicológico da narrativa. Gostando ou não do modo como se apresentam e se interpretam as situações, essa é a única possibilidade que é dada ao leitor, com o qual se forma uma forte aliança, deixando-o em sintonia com os embates travados no íntimo do personagem. É uma afirmação contínua do primado da subjetividade em relação ao mundo exterior tanto em termos de conteúdo como na forma. Desse modo, pode ser revelada a verdadeira natureza interior de forma imediata.


                             
Werther é um forte ou um fraco? É um libelo ao iluminismo ou um anti-herói-iluminista? Conforme as distintas intrepretações feitas ao longo do século 20, seu suicídio pode ser visto como um ato de um ser desequilibrado e doente que padece de depressão ou como um gesto revolucionário, de um ser incorruptível, expressão afirmativa da liberdade absoluta em contraposição às limitações impostas pela cultura burguesa. De qualquer forma, em conformidade com o próprio desejo do personagem: " quero fruir o presente e considerar o passado como passado ", o que permanece até os dias de hoje é a expressão de um eterno estado de paixão.
Seu vínculo com a natureza servia-lhe, tanto na arte poética quanto nas artes plásticas, seus desenhos eram baseados nas coisas simples da vida, onde a natureza era bela e serena, até Charlotte entrar neste cenário, após a inserção de sua amada, a natureza passa a não ter tanta influência sob o protagonista, Werther possuía caráter egocêntrico, onde nada lhe importava a não ser sua amada, o amor sem medidas foi a causa da perda de sua razão, observa-se o fato do homem, colocar sua essência em título de nobreza, o que o distanciava também cada vez mais da natureza.
Na tentativa de assimilar os sofrimentos do jovem Werther, com o enredo de Hamlet, os dois possuem personalidades marcantes, porém, com diferentes características, ambos tem a morte como presença constante, seja sob forma de suicídio ou homicídio, porém, eles tem por base, diferentes sentimentos, a controvérsia do amor e da vingança. Onde o amor sem medidas fez com que Werther se comunicasse aos poucos; Hamlet, por sua vez, é dominado por um sentimento depressivo e raivoso, nessa tragédia onde evidencia-se temas como traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade, o que lembra Édipo Rei, do ponto de vista de seus amigos, ele é visto com um comportamento solitário e que, diante da morte de seu pai prende-se a um luto profundo; já Werther, é um homem que apesar de morar sozinho, demonstra interesse me ter companhias em sua vida, tem seus objetivos traçados, enquanto Hamlet é um personagem intenso e fortemente marcado pela indecisão, ser ou não ser. Parcialmente como Werther, Hamlet admirava a arte de representar, onde dissimulava muito bem, a peça trata de um curso de vida na loucura real e na loucura fingida.
A publicação de Werther teve repercurssão inédita, com um verdadeiro furor, as pessoas liam sozinhas ou em grupo, decoram trechos e os declamavam, dezenas de críticas surgiram em diversas revistas e jornais, além de ter sido modelo para outros livros e rapidamente traduzido em várias línguas, em termos de vestimenta, foi um verdadeira febre de Werther. Vale ressaltar que esta obra foi proibida em virtude das ondas de suicídios, principalmente de jovens com amores mal sucedidos, talvez, pelo fato da morte passar a dominar todas as outras fugas, sendo uma forma de escapar das dores eram encontrados com um exemplar do livro.
Analiticamente, Os Sofrimentos do Jovem Werther é para ser entendido de forma poética, na prática esse modelo de amor estava mais ligado aos poetas do mal do século como Byron e Alvares de Azevedo por trazer a mulher com requintes celestiais e pureza intocável, e ser demasiadamente dramático e intenso, assim como, verborrágico e imbuído de ilusões romanescas e de fragilidade acentuada, porém, sem dúvida, elevado e dotado de profunda erudição léxica. O protagonista possui um caráter nobre e sentimentos elevados, porém, extremamente nostálgico e depressivo, exagerado em suas lamentações por viver um dilema passional insolúvel, intercalado com um felicidade frugal e efêmera.
O local, a aldeia, mesmo com a substituição do nome original, apresenta uma descrição de cenário bucólico de forma idealizada.

                 

" Qual é o destino do home senão suportar a parte de sofrimento que lhe cabe? ".

" Deus meu, que vê minhas lágrimas, por que criou o homem desse modo tão pobre, e ainda lhe deu irmãos para o roubar em sua pobreza? ".

' Um home, um pai, não pode irritar-se porque seu filho, reaparecendo subitamente o abraça e diz: " Eis-me de volta, meu pai! " Não fique zangado por eu ter interrompido uma viagem que, por sua vontade, devia durar mais algum tempo. "

                                                          By Stela Bagwell


Queridos Cineastas: Os Melhores Diretores de Cinema


Livros estão para filmes assim como cineastas estão para leitores? Este raciocínio lógico pode parecer um tanto incomum, mas todo bom leitor gostaria de ver suas histórias e sagas ganhar vida em animações cinematográficas, ou não! Adaptar bons livros requer uma visão da história ainda mais complexa do a do próprio escritor. Este é o motivo deste post, avaliar a capacidade e o desempenho de cineastas e diretores de cinema, principalmente, quando resolvem estabelecer cenários e personagens para nossos livros preferidos. Entre os cineastas que mais se destacam neste quesito estão:


                                                   James Cameron

                               

James Francis Cameron, nascido à 16 de agosto de 1954,  é um premiado cineasta, produtor, roteirista e editor canadense. É bacharel em Física pela Universidade da Califórnia e também explorador dos fundos oceânicos, tendo sido, em 26 de março de 2012, o primeiro homem a descer sozinho num batiscafo ao fundo da Fossa das Marianas. Famoso mundialmente por introduzir mulheres como protagonistas nos seus filmes, seus roteiros incluem Michael Biehn, Sigourney Weaver, Jenette Goldstein, Bill Paxton, Lance Henriksen e Arnold Schwarzenegger. Foi o primeiro cineasta a produzir e dirigir um filme com custo superior a 100 milhões de dólares, e mais tarde investiu mais de 200 milhões de dólares para produzir Titanic.

Cameron, considerado um dos maiores cineastas a trabalhar com efeitos especiais, dirigiu muitos  clássicos de Ficção Científica  É dele a direção dos dois maiores filmes em receitas de bilheteira da história do cinema: Avatar e Titanic.
Filmografia: Avatar I e II, Titanic, O Exterminador do Futuro I, II, III, IV e V, True Lies.

                                                               Quentin Tarantino

                                

Quentin Jerome Tarantino nasceu em 27 de março de 1963, é um diretor, roteirista, produtor de cinema e ator dos Estados Unidos. Alcançou a fama rapidamente no início da década de 1990 por seus roteiros não-lineares, diálogos memoráveis e o uso de violência que trouxeram uma vida nova ao padrão de filmes norte-americanos.
É o mais famoso dos jovens diretores por trás da revolução de filmes independentes dos anos 90, tornando-se conhecido pela sua verborragia, seu conhecimento enciclopédico de filmes, tanto populares, quanto os considerados "cinema de arte".
Filmografia: Pulp Fiction: Tempo de Violência, Kill Bill I e II, Um Drink no Inferno, Planeta Terror.

                                              Martin Scorsese

                         

Martin Charles Scorsese nasceu em  Nova Iorque, em  17 de novembro de 1942,  é um cineasta, produtor de cinema, roteirista e ator norte-americano. É amplamente considerado como um dos maiores diretores de todos os tempos. Em 2007, depois de tantas vezes ser ignorado, venceu o Oscar de Melhor Diretor com The Departed. Scorsese é reconhecido por gostar de Leonardo DiCaprio em seus filmes.
Filmografia: O Lobo de Wall Street, A Invenção de Hugo Cabret, Ilha do Medo.

                                          Alfred Joseph Hitchcock

                                      

 Nasceu em Londres em 13 de agosto de 1899, faleceu em Los Angeles, à 29 de abril de 1980. Cineasta britânico, considerado o "Mestre dos filmes de suspense" , foi um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.
Filmografia: Psicose, Os Pássaros, Janela Indiscreta.

                                            Francis For Coppola

                               

Francis Ford Coppola nasceu em Detroit, em  7 de Abril de 1939,  produtor, roteirista e cineasta norte-americano, Coppola é mais reconhecido internacionalmente por dirigir uma das mais aclamadas trilogias da história do cinema. Pai da também cineasta Sofia Coppola, avô da também cineasta Gia Coppola e tio do ator Nicolas Cage. Já foi indicado 14 vezes ao Oscar e venceu por 5 vezes.
Filmografia: O Poderoso Chefão. O Grande Gatsby, Frankenstein.

                                               Steven Spielberg

                            

Steven Allan Spielberg  nasceu em Cincinnati, em  18 de dezembro de 1946, cineasta, produtor cinematográfico, roteirista e empresário norte-americano. Spielberg é o diretor que mais filmes tem na lista dos 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos, feita pelo American Film Institute. Ele é considerado um dos cineastas mais populares e influentes da história do cinema. Até o momento a rendimento bruto de todos os seus filmes, em todo o mundo, é de mais de 8,5 bilhões de dólares. A Forbes calcula a riqueza de Spielberg em 3,2 bilhões de dólares.
Spielberg venceu o Oscar de Melhor Diretor duas vezes por A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan. 
Filmografia; Jurassic Park, Indiana Jones, As Aventuras de Tim Tim, Cavalo de Guerra, Guerra dos Mundos, O Terminal, Poltergeist, o Fenômeno, Os Goonies, Gasparzinho.

                                                                  Tim Burton

                                  


Timothy Walter Burton ou "Tim" Burton (Burbank, nasceu em 25 de agosto de 1958, é um dos maiores cineastas norte-americanos. Frequentemente, seus filmes acompanham os atores Johnny Depp e Helena Bonham Carter, com quem mantinha um relacionamento sério desde 2001 até 2014 e tem dois filhos, e Danny Elfman compondo a trilha sonora. Amante dos grandes nomes dos filmes de terror, já realizou projetos sobre Ed Wood e chamou para estrelar seus trabalhos, os notórios atores Vincent Price e Christopher Lee.
Filmografia: Edward, mãos de tesoura, A Noiva Cadáver, Os Fantasmas se Divertem, Alice, no País das Maravilhas, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Sweeney Todd: o barbeiro assassino, Sombras da Noite, Planeta dos Macacos, Abraham Lincolm, o caçador de vampiros, João e Maria, O Orfanato da Srta Peregrine.

                                                          Guillermo del Toro

                             

 Nasceu em Guadalajara, México, em  9 de outubro de 1964. Criado pela sua avó, Del Toro desenvolveu interesse por cinema quando adolescente. Mais tarde, aprendeu sobre efeitos e maquiagem com Dick Smith (que trabalhara em O Exorcista e em várias curtas metragens).
Aos 21 anos, Del Toro foi produtor executivo de seu primeiro filme, Dona Herlinda e seu Filho, em 1986. Por dez anos, trabalhou como supervisor de maquiagem, até formar a sua própria companhia, Necropia, no começo dos anos 80. Dirigiu ainda programas para a TV Mexicana, foi onde aprendeu a fazer filmes. Seu primeiro sucesso foi Cronos, em 1992, filme que ganhou nove prêmios no México e se tornou um sucesso em Cannes. Seguindo o sucesso de Cronos, dirigiu um filme de Hollywood, Mimic (1997) com Mira Sorvino.
Decepcionado com o resultado pobre do filme, retornou ao México, formou a sua produtora, The Tequila Gang, e conquistou a crítica com o filme de horror atmosférico A Espinha do Diabo, uma história de fantasma passada na época da Guerra Civil Espanhola. Del Toro voltou a Hollywood em 2002, para dirigir Blade 2, e, mais tarde, Hellboy, em 2004. Conquistou o estrelato com O Labirinto do Fauno, filme de fantasia sombrio similar a A Espinha do Diabo, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2007.
Filmografia: O Labirinto do Fauno, Helboy, Blade, Não Tenha Medo do Escuro, O Hobbit, O Gato de Botas, Os Olhos de Júlia, Pinóquio, Mama, Frankenstein, A Colina Escarlate.

                                                             By Stela Bagwell