Filmes de 2015

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Distopia na Literatura: Definição, Clichês e Algumas Obras


Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa" . As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, "caem as cortinas", e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações. Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Nesse aspecto, diferem fundamentalmente do conceito de utopia, pois as utopias são sistemas sociais idealizados e não têm raízes na nossa sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica.Uma distopia está intimamente conectada à sociedade atual. Um número considerável de histórias de ficção científica que ocorrem num futuro próximo do tipo das descritas como "cyberpunk", usam padrões distópicos de uma companhia de alta tecnologia dominando um mundo em que os governos nacionais se tornaram fracos.

                                                           Clichês

Não é de se admirar que os adolescentes adorem livros de distopias, a vida deles já é uma distopia. Vivem sob o domínio de um governo autoritário chamado de pais. Vivem em uma sociedade estratificada em grupos e panelas chamada escola. Precisam enfrentar um teste que potencialmente determinará suas vidas chamado vestibular. E se o mundo ainda não é pós-apocalíptico, é muito capaz que se torne ainda em suas vidas devido a guerras e mudanças climáticas. E passam por tudo isso enquanto se envolvem em triângulos amorosos e descobrem o sexo. Mas por mais populares que sejam as séries de distopias adolescentes, muitas vezes elas caem fórmulas e clichês. O primeiro é: roupas pretas e tatuagens.

O TESTE - Nas distopias adolescentes a sociedade costuma ser dominada por algum teste ou competição bizarro. No livro "Battle Royale", de Koushun Takami, uma classe do colégio por ano é dopada e levada até uma ilha deserta para lutarem uns contra os outros até a morte em um reality show fatal, tudo isso para de alguma forma aplacar a crescente delinquência juvenil no Japão. Qualquer semelhança com "Jogos Vorazes" é mera coincidência segundo a autora Suzanne Collins, que disse que só ficou sabendo de "Battle Royale" depois de lançar sua saga. Na imagem, o ator Takeshi Kitano na adaptação ao cinema de 2000.

O ESCOLHIDO - O protagonista não é qualquer um nas distopias adolescentes, mas invariavelmente um predestinado a encabeçar um movimento que irá mudar a sociedade. Um dos exemplos mais claros é Katniss Everdeen - vivida no cinema por Jennifer Lawrence - da série "Jogos Vorazes", de Suzanne Collins, que vai de moradora de um dos distritos mais pobres do país de Panem a líder revolucionária contra o opressor governo central.

O GOVERNO TOTALITÁRIO - Utopias adolescentes tentem a ser dominados por um governo central autoritário que domina a sociedade com mão de ferro, e não raro escondem segredos tenebrosos. Como a República da série "Legend", ambientada em um Estados unidos de 2030 destruído por guerras e desastres naturais. Os livros acompanham os adolescentes June e Day, que mesmo de origens distintas acabam se unindo após uma conspiração. A autora Marie Lu (na imagem) tem conhecimento pessoal de governos totalitários como radicada da China e testemunha ocular quando criança da repressão aos protestos da Praça da Paz Celestial em Pequim em 1989.

AS CASTAS - Um tema muito recorrente é a busca dos próprios caminhos quando a sociedade já tem um caminho "certo" determinado aos protagonistas. São sociedades estratificadas em grupos com características claras. Uma das séries que aborda essa busca de uma voz própria de forma bem literal é "Divergente", de Veronica Roth. A sociedade é dividida em grupos com funções estáticas, a Abnegação (políticos), a Amizade (fazendeiros), a Audácia (guerreiros), a Franqueza (juízes e advogados) e Erudição (cientistas). A heroína Beatrice - vivida por Shailene Woodley nas telonas - não se enquadra em nenhuma dessas classes, sendo considerada uma "divergente", e uma ameaça à sociedade de castas.

TENSÃO SEXUAL - Com os hormônios à flor da pele, romances de diversos níveis de platonismo não faltam nas distopias adolescentes. Talvez o triângulo - ou quadrilátero - amoroso mais maluco da história das distopias adolescentes esteja em "A Hospedeira", da autora de "Crepúsculo" Stephenie Meyer. No livro, a Terra é dominada por alienígenas que dominam os corpos dos seres humanos. A trama se complica quando a alienígena se apaixona por um rapaz e sua hospedeira humana por outro, com longas deliberações internas sobre qual deles beijar. A personagem dupla é vivida no cinema por Saoirse Ronan.

O HERÓI JOVEM - Pode parecer redundante dizer que um livro direcionado a jovens tem um protagonista jovem, por outro lado, você não precisa ser um velho com tênue sanidade mental para apreciar um livro da literatura dita adulta como "Dom Quixote". É característico da literatura adolescente depender da identificação com o leitor, portanto os protagonistas tendem a ser o mais semelhante possível com o público-alvo. É o caso da série de Kira Cass "A Seleção", versão moderna de Cinderela no qual 35 garotas competem pelo coração de um príncipe.

BIG BROTHER - Não é à toa que o popular reality show pegou seu nome de um dos maiores livros distópicos da história, "1984", de George Orwell. Nas ficções adolescentes também os protagonistas não raro estão sendo observados à distância. É o caso dos adolescentes de "Maze Runner", de James Dashner, que acordam ao lado de um labirinto lembrando apenas do próprio nome. E logo eles descobrem que podem não estar tão isolados quanto imaginaram.

: EM BREVE NOS CINEMAS - Dado o sucesso do gênero, a cada livro novo você já pode esperar alguma adaptação para o cinema. A transição para a sétima arte não é garantia de sucesso, no entanto. Para cada superprodução como "Jogos Vorazes" segue-se uma lista de filmes mais de menos impacto como "Os Instrumentos Mortais", "Eu Sou o Número Quatro" e "Ender's Game: O Jogo do Exterminador".

AS TRILOGIAS - Distopias adolescentes raramente morrem no primeiro livro, mas costumam andar em trios. Normalmente o primeiro livro serve de introdução ao universo e suas regras e termina em um "gancho", com a história inacabada propositalmente para prosseguir nas próximas edições. "Jogos Vorazes", "Legend", "Delírio" e "Divergente" são apenas alguns dos exemplos.

Algumas Distopias Famosas

                                        JOGOS VORAZES, de Suzanne Collins

                                                   

Jogos Vorazes são uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar.


                                               SÉRIE DIVERGENTE, de Veronica Roth

                               

 Em uma Chicago futurista, a população é dividida em facções: Audácia, Abnegação, Eruditos, Amizade e Franqueza. Quando chegam a determinada idade, cada um deve escolher se fica na facção em que nasceu ou se muda. A jovem Tris está num dilema, ela não se vê na Abnegação, e os seus testes apontam para divergência. Ela acaba escolhendo a Audácia para desespero de sua família. Mas entre as provas que testam sua habilidade na nova facção, Tris acaba descobrindo que ser uma divergente pode ser o maior perigo de sua vida.

                                            ESTILHAÇA-ME, de Tahereh Mafi

                                                           
Julliete não pode tocar nas pessoas, ela é fatal, e por isso é mantida presa pelo Restabelecimento. Enquanto isso o mundo desmorona: doenças, fome, poluição. Enquanto luta para entender seu poder, Julliete se vê no meio de uma guerra entre o Restabelecimento e os sobreviventes, e ela descobre que pode ser a arma que todos querem conquistar.

                                        A HOSPEDEIRA, de Stephenie Meyer

                               

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, é designada para a mente de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana.

                                      ATRAVÉS DO UNIVERSO, Beth Revis

                                                

Amy deixou para trás seus amigos, seu namorado, seu mundo inteiro para se juntar aos pais a bordo da nave espacial Godspeed. Para a longa viagem, ela e seus pais foram criogenicamente congelados, esperando enfim acordarem em um novo planeta: Terra-Centauri. Porém, cinquenta anos antes do previsto, a câmara criogênicaé desligada, e Amy se vê forçada a sair de seu profundo sono de gelo. Alguém havia tentado matá-la. Agora, Amy está presa em um novo – e pequeno – mundo, onde nada parece fazer sentido.

                                LARANJA MECÂNICA, de Anthony Burgess

                                                

O adolescente Alex narra esta famosa distopia que foi adaptada para o cinema mostrando uma sociedade futurista assolada pela violência e reprimida por um governo totalitário. A obra se tornou um clássico aclamado pela crítica por sua narrativa perturbadora e inquietante.

                                A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, de George Orwell

                                                      

Grande sucesso de George Orwell, A Revolução dos Bichos é uma distopia que mostra uma sociedade de animais em uma fazenda. Através das “relações” entre os animais o autor faz uma grande metáfora dos bichos como uma sátira ao comunismo e à ditadura de Stalin.

                                 ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de José Saramago

                                                   

Ensaio Sobre a Cegueira se desenvolve a partir de uma cidade que de forma repentina e inexplicada é acometida por uma epidemia de cegueira. A partir dessa epidemia, o autor questiona a moralidade, o comportamento humano, a falta de escrúpulo e a solidariedade do ser humano. Ao visualizar a busca pela sobrevivência, onde as necessidades mais básicas e primitivas se tornam um desafio em um lugar onde todos ficaram cegos de forma repentina, somos levados a refletir sobre os instintos da natureza humana fazendo frente ao princípios e preceitos morais de cada pessoa.

                                                      1984, de George Orwell

                                                    

Considerada a obra mais famosa de George Orwell e uma das mais influentes do século XX, 1984 é um inquestionável clássico moderno que retrata uma distópica sociedade do futuro caracterizada por um regime absolutamente opressor que controla a todos através de câmeras ligadas 24 horas por dia. O livro inspirou a criação de um reality show conhecido no mundo todo chamado de Big Brother, mesmo nome do líder do Partido e responsável pelo sistema de vigilância da população de Oceânia.

                                    ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, de Audoux Husley

                                                    

Publicado em 1932, Admirável Mundo Novo é um das maiores, senão a maior distopia de todos os tempos e precursora do gênero em todo mundo. Agora, imagine uma sociedade futurista que defende uma ideia de felicidade constante baseada na beleza, juventude, vaidade, erotização infantil, poligamia, consumo exagerado, ausência completa de religião e um sistema de castas sociais bem definido. Este regime totalitário, de muita alienação e que manipula a todas as pessoas de forma biológica e psicológica, compõe o cenário distópico de Admirável Mundo Novo.

                                          FAHRENHEIT 451, de Ray Bradybury

                                              

Fahrenheit 451 revela uma sociedade futura, onde o governo detém todas as formas de cultura e entretenimento e proíbe a leitura de qualquer livro. Trata-se de uma distopia, exibindo uma sociedade controlada e quase completamente alienada, que se submete a todas as imposições do regime sem questionar.

                                                        DESTINO, Ally Condie  

                                           

Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

                                                     FEIOS, Scott Westerfeld  

                                   

 Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

                                                    DELÍRIO, Lauren Oliver

                                                 

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

                                THE WALKING DEAD, de Robert Kirkman e Jay Bonansinga

                                                            

The Walking Dead trata a respeito de um cenário apocalíptico onde uma espécie de vírus transformou as pessoas em mortos-vivos comedores de cérebro. Até aqui, nada de muito marcante e que justifique a presença da série nessa lista. Mas pensem comigo: os personagens vivem governos totalitários (tanto o grupo de Rick quanto o do Governador) e não se dão conta disso; eles são forçados a levar às últimas consequências a ideia de “sobrevivência do mais forte”; e, como se tudo isso já não fosse o bastante, sabem que estão condenados a manifestar a “doença” em algum momento.

                      BLADE RUNNER – O Caçador de Andróides, de Ridley Scott)

                                                   

fica um pouco complicado imaginar Los Angeles, a cidade onde a ação de Blade Runner se desenvolve, como algo tão distópico. Mas, lá em 1982, ano de lançamento do longa, as perspectivas para o futuro no ano de 2019 não eram as mais animadoras. É num cenário futurista, marcado por carros voadores e poluição visual, que a trama (clássica) de Blade Runner se desenvolve.

                                        STARTERS E ENDERS, de Lissa Price

                                     

Starters inicia-se apresentando um ambiente degradado e hostil. Guerras assolaram nosso planeta, culminando em uma desastrosa guerra biológica. Todas as crianças – chamadas na série de Starters – e idosos – chamados de Enders – receberam as vacinas a tempo, mas todos os adultos acabaram morrendo quando bombas de esporos foram jogadas contra seus lares. O caos completo só não reinou graças aos avanços tecnológicos que permitiram os Enders uma sobrevida com saúde. Os idosos tiveram que voltar ou permanecer no mercado de trabalho, gerenciando e cuidando da organização da sociedade.As crianças e adolescentes que tinham avós, não tiveram muitos problemas. Apesar de perder os pais, puderam contar com o cuidado e proteção de seus avós. Mas as crianças que não tinham idosos na família, bem… não havia ninguém para assegurar seu bem estar. Diversas crianças sem um parente que se responsabilizasse por eles foram postas para trabalhar – praticamente trabalho escravo – e outras tantas tornaram-se crianças de ruas, sobrevivendo como “mendigos”.

                                                       LEGEND, de Marie Lu

                                                

Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América. Conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

                                         NEVER SKY, de Rossi, Veronica

                                   

ambientada em um futuro imaginado, mas assustadoramente possível, "Never Sky  Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás. Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos. A escritora Veronica Rossi se utiliza da oposição dessas duas sociedades para pensar o poder da tecnologia, seus benefícios, malefícios e alienação que pode provocar nas pessoas.

                           OS INSTRUMENTOS MORTAIS, de Cacilda Clarke

                       

Na série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare cria uma fantasia urbana, tendo como cenário a Nova York atual. Uma aventura que envolve o mito dos nephilim — homens e mulheres que trazem, em suas veias, o sangue de anjos. No Brasil, o universo dos Caçadores de Sombras criado por Cassandra Clare é um fenômeno editorial.

Cidade dos anjos caídos (Vol. 4), – 364 págs.
A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta à Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace se afasta sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

Cidade das almas perdidas (Vol. 5),  – 434 págs.
Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia de Lilith, um demônio muito poderoso, ligou Jace ao perverso Sebastian, transformando o Caçador de Sombras em um servo do mal. A Clave decide eliminar Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matá-lo sem destruir Jace. Clary está disposta a fazer qualquer coisa para salvá-lo e decide arriscar tudo, mas se falhar, pode perder a própria vida. E algo que julga ainda mais precioso: a alma de Jace e o futuro dos Caçadores de Sombras.

Cidade do fogo celestial (Vol. 6) – 532 págs.
Clary, Jace, Simon e toda a companhia se unem no meio do caos para enfrentar Sebastian, cujos poderes colocam tudo em risco. E agora, terão que viajar para outra dimensão para conseguir ter uma chance de impedi-lo. Vidas serão perdidas e sangue será derramado nesse último volume da série, onde o próprio destino do mundo pode ser mudado.

                                      BATTLE ROYALE, de Takami, Koushun

                                           

Em 1997, o jornalista e escritor japonês Koushun Takami sofreu uma grande decepção. O manuscrito de seu romance de estreia havia chegado à final do Japan Grand Prix Horror Novel, concurso literário voltado para a ficção de terror, mas acabou preterido. Não era para menos. Embora habituado a tramas assustadoras, o júri se alarmou com a história do jogo macabro entre adolescentes de uma mesma turma escolar que, confinados numa ilha, têm de matar uns aos outros até que reste apenas um sobrevivente. Detalhe: o organizador da sangrenta disputa é o próprio Estado japonês, imaginado pelo autor como uma totalitária República da Grande Ásia Oriental.

                                           MAZE RUNNER, de Dashner, James

                          
Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam 'A Clareira', um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... correr muito.

Alguém tem mais alguma distopia para apresentar? Tenho certeza que esqueci de muitas delas, afinal, este não é exatamente o meu gênero literário favorito.

                                                             By Stela Bagwell