Filmes de 2015

sábado, 21 de novembro de 2015

Uma Dose de Clive Barker

   

 Dono de uma das mentes mais imaginativas que o mundo já viu, Clive Barker, produziu em sua sangrenta trajetória livros que são considerados veraddeiras obras primas do terror explícito que desafiam a sanidade humana. Clive nasceu em Liverpool em  outubro de 1952, atualmente,  é um dos maiores escritores, cineastas, roteiristas, atores, produtores de cinema, artistas plástico e dramaturgos inglêses. Clive Barker escreve o que costuma descrever como literatura fantástica e terror. Nove de seus dezoito livros já foram publicados no Brasil.
Esse homem multifacetado, entrou na Universidade de Liverpool para estudar literatura inglesa e filosofia. Aos 21 anos, mudou-se para Londres, onde formou uma Companhia de Teatro para produzir peças que ele mesmo escrevia, e com apenas duas décadas de vida, já trabalhava como escritor, diretor e ator. Suas peças foram "A História do Diabo", "Frankenstein Corpos apaixonados", "Sutis", "A Vida Secreta de Caricaturas" e um jogo sobre o pintor favorito dele, Goya, "Colosso" intitulado. Estas peças escritas por ele na época, agora estão sendo publicados em um livro chamado "Livro do Pandemônio". As qualidades imaginativas eram uma parte fundamental do trabalho teatral dele. Mais ganhou notoriedade mundial, por criar um estilo autoral de fazer terror, sendo considerado posteriormente como um gênio do terror moderno.

                                 

Nos anos 80, ele se tornou o nome mais proeminente da literatura de terror contemporânea. Quando lançou no início da sua carreira, os primeiros 3 volumes da sua bem-sucedida coletânea de contos chamados Livros de Sangue, por uma pequena editora inglesa chamada Sphere Books em 1984, eles fizeram um modesto sucesso no Reino Unido. O verdadeiro estouro mundial da obra foi quando ela foi lançada nos Estados Unidos, com o endosso (na verdade um elogio rasgado) do grande responsável pela popularização do Terror na literatura, o mundialmente famoso escritor Stephen King, com a frase mais do que conhecida: "Eu vi o futuro do Horror… E seu nome é Clive Barker". Que ajudaram com que Clive Barker fosse catapultado ao estrelato, em todos os países do mundo, tornou-se uma celebridade, e seus Livros de Sangue viraram best-sellers, venderam incrivelmente em todo o mundo.
Seus livros são recheados de cenas que contém o terror em sua forma mais nua e crua, sem nenhuma "maquiagem" para torná-las menos indigestas para a mente do leitor, são litros de sangue que escorrem pelas páginas e monstros que conhecem os atalhos mais rápidos para o lugar onde nossos pesadelos são formados. Suas obras se caracterizam em contos com narrativas repletas de pactos diabólicos, visões assombrosas, erotismo, farta quantidade de sangue, cadáveres, sadomasoquismo, escatologia, e sexo também é bastante frequente em suas obras, podendo deixar alguns leitores mais conservadores desconfortáveis. Pode-se ter qualquer impressão de sua obra, menos a de taxá-la como comum. O aclamado diretor de cinema Clive Barker é o criador da mais potente e imaginativa série de filmes de Terror e fantasia do final do século XX, senhor de uma imaginação particularmente tenebrosa, Barker é um mestre na criação de mundos fantásticos e dimensões paralelas com permanentes pontos de contacto com o nosso mundo, onde a clássica luta do bem contra o mal assume proporções cataclísmicas. A fantástica história adaptada para o Cinema, por ele para o filme "Hellraiser - Renascido do Inferno" que foi totalmente dirigida e roteirizada por Clive Barker, surgiu primeiramente em seu livro de grande sucesso "The Hellbound Heart" (publicado no Brasil pela DarkSide Books.)


Esse filme nos apresentou e acrescentou um personagem que tornou-se imortalizado na galeria de Monstros Clássicos do Cinema: "Pinhead", o líder Cenobita "Cabeça de Prego", que foi interpretado pelo ator inglês Doug Bradley, papel esse que o deixou famoso. O filme deu início a uma bem sucedida franquia no Cinema com vários filmes posteriormente feitos, como também uma linha de quadrinhos, bonecos e infinidade de artigos relacionados ao filme. Barker também aparece como Produtor Executivo do filme "O Mistério de Candyman" baseado em seu conto "The Forbidden" (no Brasil, "O Proibido"), disponível no volume 5 da coletânea "Livros de Sangue" e "Candyman 2: A Vingança".

                             

A percepção artística de Clive Barker foi usada para dar vida a roteiros, ambientes e criaturas horripilantes no game muito famoso em todo o mundo, um jogo para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, chamado "Cliver Barker's Jericho". Essa não foi a primeira investida de Clive Barker nos games. O escritor já produziu "Undying" (2001), para PC, que obteve boas críticas. O genial escritor Clive Barker, adapta sua mensagem para todos os meios de divulgação possíveis, formata-a desde ilustrações até contos ou histórias em quadrinhos. O uso de todas as linguagens de todas as mídias caracterizam-no como um verdadeiro artista multimídia. Seus livros tem enredos bem urdidos, capítulos curtos com estórias que se interrelacionam, sempre com um estilo linguístico apurado. A qualidade excepcional de Barker está na sua capacidade de conjurar mundos fantásticos. O artista possui hábitos excêntricos como um zoológico particular em sua mansão na cidade de Los Angeles no estado da Califórnia. Neste local, abriga serpentes, aranhas e até ratos capturados no porão da sua residência. "As pessoas precisam encarar os ratos domésticos sem preconceito", costuma dizer Barker, que adora tascar beijocas nesses "bichinhos". Para Clive Barker, "A maioria dos filmes de Terror hoje não são filmes de Terror. Eles não me atingem, não são horripilantes. E é por isso que eu tomo muito cuidado ao usar a palavra 'Terror' para descrever algo."

A banda Sodomizer escreveu a música Cenobites baseada em sua obra em Hellraiser, essa mesma se encontra no segundo álbum da banda, The Dead Shall Rise To Kill.

Os Livros:

                                 O Jogo da Perdição

                                       Civilização Brasileira, 1989, 468 páginas.

O livro trata da aventura de Marty Strauss, um ex presidiário cuja pena foi indultada para que  pudesse trabalhar para o milionário Joseph Whitehead como seu guarda costas. Strauss, ao aceitar a proposta, não espera pelo que está por vir. Sua mente prática e centrada na realidade desconhece os poderes insólitos  vai  encontrar. Strauss  se depara com a ameaça  que seu patrão enfrenta: um inimigo do passado, chamado Mamoulian, feiticeiro poderoso retornou para cobrar do ricaço aquilo que ele lhe deve.

                                             

Cães destroçados que ressuscitam, um engolidor de lâminas que apodrece enquanto caminha em busca de vingança, um feiticeiro que não morre, restará a Strauss a sua sagacidade e coragem  contra o abominável desconhecido. Barker é um autor ímpar quando o assunto é terror. Dono de um estilo próprio de escrever, seus textos exploram o absurdo humano dentro da perversidade, da maldade, do sofrimento e da moralidade. Como escritor inglês, mantém um texto prático e ácido, repleto de entrelinhas e mistério que torna sua obra curiosa e absurdamente interessante.

                                        Livros de Sangue



Livro de Sangue I

1- O livro de Sangue

O primeiro conto e introdução da coletânea, O Livro de Sangue, conta a história de uma Parapsicóloga, Mary Florescu, que com a ajuda do jovem médium, Simon McNeal, investiga fenômenos paranormais em uma casa. Durante a sua investigação, acontecem vários incidentes inexplicáveis e cada vez mais aterrorizantes. Mary fica convencida que está a beira de encontrar provas de atividades paranormais, mas o preço a pagar poderá ser alto demais. O primeiro conto é bem curto, mas consegue dar uma amostra do que está por vir. Sangue, sofrimento e um desfecho fantástico, abrem as portas para o mundo grotesco e sangrento de Clive Barker. Não é a toa que finaliza com a seguinte frase:
“Nas páginas seguintes estão as histórias escritas no Livro de Sangue. Leia-as, se quiser, e aprenda.
São um mapa daquela estrada escura que conduz para fora da vida e a um destino desconhecido. Poucos terão de percorrê-la. A maioria irá tranquilamente por ruas iluminadas, conduzida para fora da vida com orações e carícias. Mas para outros, para os poucos eleitos, os horrores virão, saltitantes, para levá-los à estrada dos condenados.
Portanto, leia-as. Leia-as e aprenda.
É melhor estar preparado para o pior, afinal. Além disso, é prudente aprender a andar antes que a respiração termine.”

2- O trem de carne da meia-noite

O forasteiro Leon Kaufman que considerava a cidade de Nova York o Palácio da Delícias acaba descobrindo que o lugar não é tão doce assim. As mortes do trem de carne da meia-noite são marcadas pela perfeição do assassino. Mas por quê todos os corpos estão despidos e totalmente depilados? Esse fato faz o assassino parecer mais perfeito. Pelo azar do Kaufman, acaba encontrando o assassino e tenta se esconder dele, será que ele sai vivo? Será que ele descobre o por quê dos assassinatos?



3- O Yattering e Jack

O diabinho Yattering quer infernizar a vida de Jack Polo, mas como? Como infernizar um homem no qual quando descobre que a mulher dele esta traindo ele no proprio banheiro apenas ignora o acontecimento? Como irritá-lo se ele só diz para a sua filha não se engravidar após ela dizer que é lésbica? Matar os tres gatos dele de maneiras diferentes não mudou nada! Mas se no Natal, com as suas filhas reunidas? Será que o Yattering consegue ou será o eterno escravo de Jack?

4- Blues do sangue de porco

5- Sexo, morte e luz das estrelas

6- Nas colinas, as cidades

Livro de Sangue II

Pavor

Um aluno de filosofia têm suas próprias idéias e quer saber tudo sobre o pavor. Ele usará seus amigos em experiências para descobrir sobre ele.O conto lembra um pouco a série cinematográfica Jogos Mortais.

A Pele Dos Pais

No Arizona, monstros gigantescos vindos do interior da Terra engravidam uma mulher 6 anos atrás. Então eles voltam para buscar seu rebento.

Novos Assassinatos na Rua Morgue

Um descendente do detetive que inspirou Edgar Allan Poe a escrever o conto Os Assassinatos da Rua Morgue é chamado de volta a Paris para ajudar uma amiga cujo irmão é acusado de assassinato. Ele descobrirá estranhas conexões com a história da Rua Morgue.

Livro de Sangue III
“As histórias continuam. Elas sangram e sangram. Os mortos tem estradas. Só os vivos estão perdidos. Mas há sinalização e pontes onde os mortos param para contar suas histórias. Porque contar, alivia a verdade. E é melhor ouvir.”
O Filho do Celuloide

Cabeça Descarnada

Confissões da Mortalha ( de um pornográfico )

Bodes Expiatórios

Livros de Sangue IV

A Política do Corpo

A Condição Inumana

Revelações

Vade Retro Satanás

A Idade do Desejo

                                   

Livros de Sangue V
Livros de Sangue VI
Livros de Sangue VII

                                A Trama da Maldade

                                            


 O enredo gira em torno de uma raça de seres mágicos, os despertos, que viveram anonimamente entre os mortais, a quem se referem como os loucos, mas que, após terem suas existências ameaçadas, passaram a habitar um mundo fantástico conhecido como a Fuga.
Indicado ao World Fantasy Award em 1987 ao lado de Misery, de Stephen King, este livro de Clive foi ganhador do Revivente De Ken Grimwood.

                                   Raça da Noite 

                                         

"De todas as promessas precipitadas feitas de madrugada, em nome do amor, Boone sabia que nenhuma era mais certa de ser quebrada do que "Nunca te deixarei". O personagem Boone não é do tipo que todos fazem questão de convidar para as festas, por assim dizer; sorumbático e cabisbaixo, carrega uma culpa difícil demais para suportar. Assim, ao afastar-se da garota que ama (Lori), Boone acaba encontrando um terrível destino sob a influência de Decker, o vilão... porém, a morte não é o final da jornada de Boone, que continuará sua busca por Midian, a mítica cidade daqueles que estão acima da vida e da morte. Publicado no Brasil em 1984.

                                       Sacramento

                                            

Will Rabjhons tinha tudo. Bonito, famosos e reverenciado, ele é o maior fotógrafo da vida selvagem do mundo: suas fotos são expressões da beleza e da tragédia em seu estado mais bruto. Mas Will é um homem assombrado; levado a arriscar a vida em busca de sua arte, uma busca que o leva a um encontro quase fatal com um urso polar. Mas o destino não acabou com Will. Em seu coma ele lembra e revive um acontecimento incomum de sua infância: um encontro com forças antigas e terríveis que lhe revelaram o mistério que existe no coração da natureza. Ele revive também sua adolescência doce e amarga, a morte do irmão, ainda jovem, e os míticos verões na Inglaterra, os amigos que amou e perdeu. Ao acordar percebe que precisa voltar a Yorkhire para uma restruturação de sua alma e confrontar a escuridão no cerne de sua infância. Publicado no Brasil em 1998.

                                  O Desfiladeiro do Medo

                                               

Só quando deixam para trás as sombras ávidas demais do Desfiladeiro e voltam ao fulgor dos cartazes de Sunset Boulevard, é que enxugam as palmas das mãos grudentas de suor e se perguntam por que, em um local tão inofensivo, puderam ter sentido tanto medo.

 A história começa com Zeffer, empresário de uma atriz famosa, Katya Lupi, em uma fortaleza na Romênia.
A Romênia é a cidade natal de Katya e eles estão ali para uma visita, lembranças dos velhos – mas não bons – tempos. A Fortaleza é morada da Ordem de São Teodoro e no momento Zeffer está acompanhando Frei Sandru que lhe mostra o local. A Ordem não está nos bons tempos e o Frei tenta vender algo a Zeffer, lhe mostrando tudo na Fortaleza, com a esperança de que ele compre alguma coisa.
De início, Zeffer parece não se interessar por nada, até que chegam a uma sala entulhada de móveis e tapeçarias, porém o que interessa Zeffer são os azulejos que a cercam. São todos pintados profissionalmente e mostram uma imagem, uma história. Toda a sala é coberta por eles, as paredes, chão e teto.
Frei Sandru se mostra relutante no início em vender os azulejos a Zeffer, de acordo com ele, foram encomendados pela própria Lilith, a mulher do demônio. Zeffer, porém está encantado, hipnotizado pela obra de arte, que ganha o nome de A Caçada, pois existem homens em cavalos seguidos por cachorros sob um sol eclipsado, tudo isso em um cenário grotesco, onde existem falos em todo lugar, mulheres sendo estupradas, animais que parecem ter saído direto do inferno. Tudo em uma riqueza enorme de detalhes, que dá uma forte sensação de realidade.
Zeffer vence e compra os azulejos que são levados como presente para Katya, para sua casa em Los Angeles.
Somos então levados mais à frente – alguns bons anos à frente – e conhecemos Todd Pickett. Todd é ator, um super astro de Hollywood, bonitão, musculoso, com um sorriso maravilhoso. Bom, ele era tudo isso. Agora a idade está chegando e ele começa a sentir o peso. Não é mais um super astro, seu tempo passou e outros astros bonitões estão surgindo. Ele, porém não quer dar o seu lugar a eles. Tenta desesperadamente voltar ao topo. Tem uma idéia de filme e quer muito fazê-lo, mas não consegue. Os chefões de Hollywood não vêem mais Todd como uma máquina de fazer dinheiro e grande sucesso.
Conversa com Eppstadt, diretor da Paramount, e esse sugere que Todd faça cirurgia plástica. Todd em um primeiro momento não aceita a idéia, mas ao lembrar-se de seus tempos de glamour, procura, o que dizem ser, o melhor cirurgião de Los Angeles.
Só que a cirurgia dá errado…
Todd sofre uma reação alérgica e tem a pele da face queimada, deixando-a com um vermelhão feio, algo que pode ser curado, mas o rosto do ator nunca iria ser o mesmo.
Ele não quer de maneira alguma que a imprensa e posteriormente, o público, fiquem sabendo da terrível tragédia que está o seu rosto. Ele procura um lugar calmo e isolado para se recuperar. Maxine, sua empresária, encontra um lugar próximo a um desfiladeiro, uma casa enorme, bem decorada com o terreno além da vista.
Todd se dirige rapidamente para o local, desconhecendo o fato de que ele antigamente recebia o nome de Coldheart Canyon, nome dado em referência a sua antiga dona, Katya, que era uma mulher completamente fria.
Mal sabe ele que no porão da casa, há uma sala especialmente construída, cercada de azulejos que ganhou o nome de Terra do Demônio.
Não sabe que ali, bem no jardim, em meio ao matagal extenso, vivem criaturas nunca antes encontradas.
E que na casa próxima, a casa de hóspedes, vive Katya Lupi, tão bonita e atraente como sempre foi e ainda fria e temida.
O livro pode assustar de início pelo tamanho – 700 páginas – porém a leitura é rápida e desenvolve muito bem.
Algumas cenas são bem fortes e detalhadas, como as das orgias que acontecem no decorrer do livro e das atrocidades vivenciadas na Terra do Demônio. Seres híbridos, espíritos e demônios juntos em uma só massa de carne, onde o objetivo é obter o máximo prazer.
Uma das coisas ruins no livro é a edição, que parece corrida, com algumas pequenas trocas de letras, há também uma tradução desleixada deixando frases soltas no ar.
As passagens onde há sexo são muito comuns, pois Katya é nada mais nada menos do que uma grande puta – ela mesmo reconhece – que é capaz de fazer tudo, absolutamente tudo para atingir o clímax. É o tipo de mulher que tem as fantasias nunca ditas ou imaginadas e que faz os homens tremerem e ficarem completamente excitados por ela.
A profundidade que Barker dá aos personagens é incrível. Você passa a gostar deles e em seguida odiá-los e alguns o contrário.
Ele mostra com clareza como é o mundo da fama, por trás das mansões e vestidos caros, um mundo egoísta, frio, cruel, onde o mais importante é estar sempre belo e no topo. São pessoas que não dão a mínima para o que acontece ao seu redor e aquelas que não estão em seu círculo de amizade – leia-se aquelas que não tem fama – são meramente lixos.
Muitas das vezes me impressionei pela falta de caráter de muitos personagens, pelas atitudes egoístas que nos fazem pensar até onde a fama e o dinheiro influenciam na moral de cada um.
Prepare-se mentalmente para ler um terror nojento, excitante e cruel quando tiver O Desfiladeiro do Medo em mãos. Prepare-se para entrar na Terra do Demônio onde nunca há garantia de volta.


                                          Abarat

                           

Abarat é o primeiro de quatro romances de fantasias da série infanto-juvenil escrita e ilustrada por Clive Barker. Neste livro a menina  Candy Quakenbush deixa o tédio de Galinhópolis, onde mora, para conhecer um mundo fascinante e imprevisível. O Arquipélago de Abarat, povoado pelas mais estranhas criaturas, é banhado pelo mar de Izabella, e cada uma de suas ilhas corresponde a uma hora do dia. Ao chegar a este universo misterioso, Candy nem imagina o perigo que corre.

                                         Galilee

                                       

Traz uma história envolvente que penetra o lado sinistro dos Estados Unidos com uma grande visão metafísica, uma das marcas registradas de Barker, que sabe como como ninguém dosar fantasia e psicologia.

                               The Hellraiser Heart

                        

Este livro conta a história de Pinhead e dos Cenobitas.

Alguns Filmes foram baseados na obra de ficção de Clive Barker:


                                                  Hellraiser, Renascido do Inferno


                                                    Hellraiser, Renascido do Inferno II



                                                      Hellraiser III, Inferno na Terra


                                                       Hellraiser 4 - Herança Maldita


                                                              Hellraiser V - Inferno


                                                    Hellraiser - Caçador do Inferno


                                                     Hellraiser, O Retorno dos Mortos


                                                                 Raça da Noite


                                                                  Candyman


                                                                  Candyman 2


                                                                       Candyman 3


                                                              O Último Trem


Lentes do Mal


Sonânbulos


By Stela Bagwell
                                                               


Resenha: O Orfanato da Srta Peregrine Para Crianças Peculiares

                                

                                                        ISBN:  9788580442670
                                                        Série: Srta Peregrine, Vol. 1
                                                        Tradução: Edmundo e Marcia Blasques
                                                        Ano de Lançamento: 2012
                                                        Número de Oáginas: 336
                                                        Editora: Leya
                                                        Minha classificação: 


O Autor:

Ransom Riggs nasceu na Flórida, Estados Unidos, e formou-se em cinema e TV pela Universidade do Sul da Califórnia, onde vive atualmente. Como cineasta, realizou vários curtas-metragens; nas horas vagas, é blogueiro e repórter especializado em viagens. Seu primeiro romance, O Orfanado da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, tornou-se rapidamente um sucesso de público e crítica.


Sinopse:

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.


   

“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo.” – Prólogo.
Atenção, esta resenha contém Spoilers!

 A ideia inicial de Ransom Riggs para o livro era fazer um livro de fotografias antigas, pitorescas, que, assumindo uma determinada sequência, contariam uma história visual. A partir daí, Riggs teve a feliz ideia de criar uma narrativa e usar as fotografias para ilustrar a história.
 Preliminarmente, vale ressaltar que, a engenhosidade com que Ranson Riggs compôs esta obra é realmente admirável. O livro apresenta uma belíssima arte gráfica, em estilo antigo, a capa e a contracapa executada em tom sépia, sugere um toque insólito e sobrenatural que lembra filmes e histórias de terror antigas onde se ocultam sinistros segredos de família.
As páginas foram constituídas de forma a parecer um documento vetusto importante, contendo arabescos nas numerações, fotografias em preto e branco, ora bizarras, ora poéticas, ora sinistras, que são sugeridas pelo autor para comprovar as situações descritas no enredo, as quais são bastante incomuns e aguçam a imaginação do leitor, assim como provocam a curiosidade e aquela sensação de eminente mistério e desconforto, típicos de enredos de suspense.
As fotografias apresentadas por Ranson Riggs são reais e foram emprestadas de colecionadores, o que também empresta um clima realista à história e as circunstâncias evidenciadas pelo autor. Somente por estes aspectos gráficos o livro já merece ser lido, e sem dúvida, foi um ótimo trabalho de Riggs.
O resultado é contagiante, e a boa notícia é que o livro já foi adaptado para o cinema pela Fox, com direção de nada mais nada menos que o mago dos filmes góticos, Tim Burton. O filme tem estreia prevista para março de 2016.

                             

 “Será que era isso que meu avô queria que eu encontrasse? É, só pode ser – não as cartas de Emerson, mas uma carta guardada dentro do livro de Emerson. Mas quem era essa diretora escolar, essa Alma Peregrine?” – pág.59

Eu sou bem suspeita para falar de Tim Burton, por exatamente gostar de tudo que ele faz, e como uma cinéfila incorrigível, espero ansiosamente pela produção cinematográfica que irá dar vida aos cenários e às personagens descritas por Ranson Riggs.
Abaixo segue um Teaser do filme que será dirigido por Tim Burton:


Porém, nada é o que parece, na verdade, nem o que as notas introdutórias sugerem. Confesso que ao final da leitura fiquei com um misto de decepção e conformismo, pois esperava um enredo extremamente sobrenatural e sombrio, não que a história seja ruim, mas  fui ávida por uma história mais macabra povoada personagens abomináveis e irracionais, acredito que este seja o único pormenor que tenha me decepcionado neste livro. A história conta sobre um grupo de crianças reais, são mesmo peculiares, que vivem, desde 1940, dentro de uma fenda do tempo, uma espécie de universo paralelo, que serve como abrigo e proteção por ocultá-las da curiosidade de pessoas comuns e, principalmente dos Etéreos e Acólitos. As crianças são orfãs e vivem sob a proteção de Alma Peregrine, uma ymbryne, ( mulher-pássaro ). A princípio temo uma realidade fantástica e mirabolante que é ameaçada pelos misteriosos Acólitos, seres inumanos, que tentam localizar e invadir as fendas que protegem os peculiares, motivo: os Acólitos são auxiliares dos Etéreos, criaturas diabólicas, de aparência horrenda, que se alimentam de crianças peculiares, os Etéreos eram crianças peculiares que se rebelaram, fazendo experiencias absurdas, são muito poderosos, porém não são criaturas sobrenaturais e não podem atravessar a fenda do tempo, por isso necessitam dos Acólitos.

“O etéreo usou duas de suas línguas para se agarrar às paredes da entrada do túnel e usá-las como apoio para evitar a lama, e cobriu a entrada com o corpo como se fosse a tampa de um vidro. A terceira língua me puxava em sua direção. Eu estava igual a um peixe fisgado por um anzol.” - pág.287

                            

Durante o desenlace do enredo, Acólitos estão invadindo fendas espalhadas pelo mundo e sequestrando as ymbrynes para um posterior experimento apocalíptico. Como eu dizia, não é uma história ruim, apenas difusa daquela sugerida pela sinopse.
Quanto à escrita, apesar de Riggs ser jovem, foi super dinâmico e talentoso, sua escrita é limpa e objetiva e seus personagens foram constituídos sem chavões e exageros linguísticos, o que contribuí para prender o leitor do começo ao fim da história. Desde já considero que, Ransom Riggs é um ótimo contador de histórias, e sua narrativa juvenil vai agradar em cheio os leitores de todas as idades.
Gostei da narrativa, mesmo sendo divergente daquela que eu esperava, dos personagens, que demonstraram ser bastante normais, apesar de possuírem dos peculiares, por sentirem os mesmo medos e ansiedades comum à todos seres humanos, sem exceção, as fotografias, que são, impressionantemente genuínas, e a arte gráfica surpreendente que fez com este livro despertasse meu interesse a primeira vista.

                              

 “Mas o que eu realmente achei assustador não foram as bonecas zumbis ou os cortes de cabelo estranhos das crianças ou como elas pareciam não sorrir nunca: quanto mais examinava as fotos, mais familiares me pareciam.” - pág.106

Inquietante, tenso e misterioso,  com um visual gótico e sombrio, O Orfanato da Srta Peregrine Para Crianças Peculiares é uma boa opção, nada que conseguirá tirar seu sono, mas uma boa história anti-distópica e um um ótimo mistério envolvendo a srta. Peregrine, seu orfanato e as crianças que lá viviam.
Super recomendo!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                                               By Stela Bagwell