Filmes de 2015

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Top 10: Personagens Literárias Complexas

   

                                                             Capitu:

                                             

Capitolina Santiago, ou simplesmente Capitu, como é conhecida, é uma personagem do livro Dom Casmurro de Machado de Assis, publicado em 1899 e penetrou no imaginário coletivo como tipo feminino, justificando estudos psicológicos e literários. Segundo Maria Lucia Silveira Rangel, Capitu é a personagem "mais discutida, a mais famosa, e seria repetição falar sobre a grande dúvida em que o escritor deixa o leitor sobre o adultério da esposa de Bentinho, o romance abre-se num leque com opções a favor ou contra o fato."
O assunto da 'culpa' ou 'inocência' de Capitu é fonte de permanente discussão. No romance, o foco narrativo está centrado em Bento Santiago, o Dom Casmurro, favorecendo, portanto sua visão de que ela seria, de fato, adúltera. A escritora Lygia Fagundes Telles, por exemplo, que chegou a publicar artigo demonstrando a culpa de Capitu, em 2009 declarou ter percebido, afinal, que Capitu era inocente. O debate em torno dessa personagem criada há mais de um século é uma demonstração da força criativa da ficção de Machado. Muito já se debateu sobre a personalidade de Capitu. Um grupo de estudantes de Direito brasileiros inocentou a personagem da acusação de adultério por "falta de provas".

                                                                ASLAN

                          

Leão redentor de Nárnia, responsável pela sua criação e destruição, Aslam, do original em inglês: Aslan, é um personagem fictício criado pelo autor irlandês C. S. Lewis para a série de livros As Crônicas de Nárnia. É majoritariamente representado na forma de um grande e imponente leão. Aslam é o único personagem que aparece em todos os livros da série, sempre desempenhando papéis fundamentais em todas as estórias da série, direta e indiretamente.  É um leão-falante, filho do Imperador de Além Mar, que geralmente vive nos bosques de Nárnia (país onde acontecem as aventuras narradas nos livros) e sempre ajuda os narnianos quando estão ameaçados ou com grandes problemas. Apresenta ser um leão muito amoroso, fazendo com que as crianças aproximem-se dele sem medo algum, mas é também muito rígido quando é preciso.
Em cinco livros da série, Aslam aparecia para livrar Nárnia de ameaças e perseguições de tiranos que geralmente usurpavam o trono e castigavam o país; mas para isso usava sua sabedoria, autoridade, e seus magníficos poderes-sobrenaturais. É também relatado que Aslam participava de todas as guerras que ocorriam em Nárnia. No livro de 1955, O Sobrinho do Mago, é relatado que Aslam foi o criador de Nárnia e responsável pela criação das criaturas fantásticas que habitam em Nárnia, tais como centauros, faunos, gigantes, sereias, dríades, cavalos-alados, grifos, e animais-falantes como texugos, castores, ornitorrincos, leopardos, ratos, ursos, macacos, cachorros, cavalos, entre outros. Do mesmo modo que criou, Aslam foi o responsável pela destruição de Nárnia, onde todas as criaturas boas e fiéis a ele iriam para o paraíso, chamado de País de Aslam.
"Aslam" é uma palavra que provém do turco e quer dizer leão, o animal que Aslam representa. C.S.Lewis buscou inspiração para este nome durante uma visita ao Império Otomano, atual Turquia, quando observou a guarda do sultão que tinha este mesmo nome.

                                                            AZOG, O PROFANO

                           

Azog, o Profano, ou O Orc pálido, é um personagem fictício criado pelo professor e filólogo britânico J. R. R. Tolkien e introduzido em sua obra O Hobbit, de 1937. Azog foi o Orc líder de Moria durante mais de 300 anos. É citado uma única vez por Gandalf no livro Hobbit: "Seu avô Thror foi morto, você se lembra, nas minas de Moria por Azog, o Orc."
 Durante seu reinado (que coompreendeu os anos de 2480 até 2799 da Terceira Era) Azog matou o líder dos anões Thrór quando este entrou em Moria e escreveu com fogo AZOG em sua testa. O anão Nár, que o acompanhava, retornou e contou a noticia a Thráin, Filho de Thrór.
Tal feito levou a grande guerra entre elfos,homens,anões e Orcs, concluída com a batalha dos Cinco Exércitos, no ano de 2799 na Montanha Solitaria,em Erebor. Nessa batalha morreram muitos Anões,homens e Orcs, e ela só acabou quando o jovem Thorin II Escudo-de-Carvalho matou Azog com sua antiga espada. Seu filho, Bolg foi quem liderou os orcs na batalha dos Cinco Exércitos. Na série de filmes O Hobbit de Peter Jackson, Azog, o Profano foi interpretado pelo ator neozelandês Manu Bennett, como um dos antagonistas principais.

                                                             BRÁS CUBAS:

                                      

É o drama da irremediável tolice humana. São as memórias de um homem igual a tantos outros, o cauto e desfrutador Brás Cubas, que tudo tentou e nada deixou. A vida moral e afetiva é superada pela existência biologicamente satisfeita, e as personagens se acomodam cinicamente ao erro. Brás Cubas, narrador – personagem, morto aos 64 anos.  Próspero e rijo fidalgo, peralta quando criança, mimado pelo pai, irresponsável quando adolescente, tornou-se um homem egoísta a ponto de discutir com a irmã pela prataria que fiou de herança do pai e tornar-se amante de seu amigo, Lobo Neves, se bem que nesse romance não se pode dizer propriamente que alguém é amigo de outro. Por estar morto, Brás Cubas assume uma posição transtemporal, de quem vê a própria existência já de fora dela, "desse outro lado do mistério", de modo onisciente, descontínuo e sem a pressa dos vivos.
O fato de Brás Cubas colocar-se como um "defunto-autor", isto é, como alguém que conta a sua vida de além-túmulo, dá-nos a impressão que se trata de um relato caracterizado pela isenção, pela imparcialidade de quem já não tem necessidade de mentir, pois deixou o mundo e todas as suas ilusões. Essa é uma das famosas armadilhas machadianas, contra a credulidade do leitor ingênuo e romântico de sua época.
Os fatos são narrados à medida que afloram à memória do narrador, que vai tecendo suas digressões, refletindo sobre seus atos, sobre as pessoas, exteriorizando uma visão cínica, irônica e desencantada de si mesmo e dos outros. Espécie de anti-modelo, de personagem-símbolo da ironia machadiana quanto ao ideal burguês de "vencer na vida", a figura de Brás Cubas constitui uma inversão da travessia de heróis burgueses, tematizados pela literatura realista.
Machado de Assis ao escolher a situação fantástica de um morto que conta histórias, e que mesmo estando do outro lado da vida procura mais "parecer" do que "ser", isto é, na mente, ilude e distorce os fatos, escondendo suas misérias para que sejam vistas como superioridades, questiona tanto a forma quanto o conteúdo do realismo tradicional. Brás Cubas conta a história de sua vida, a partir de sua morte. Seu ouvinte é o leitor virtual, cinco ou dez leitores, segundo acredita (cap. 34), Virgília, que espera venha a ler o livro (cap. 27), ou um cavalheiro (cap.87), narrador diferente da leitura romântica a quem o narrador das obras anteriores se dirige.

                                                         CARRIE WHITE:

                                     

Carrie " White, uma garota adolescente de Chamberlain, no Maine, Carrie não vai muito bem na sua escola, a Thomas Ewen High School, por ter se fechado em seu próprio mundo, em consequência das zombarias por parte de seus malvados colegas. No começo do livro, ela tem seu primeiro momento enquanto toma banho após uma aula. Carrie não sabe o que é menstruação, pois sua mãe nunca falou com ela a respeito disso, e ela se torna uma excluída por todas as partes da escola. A mãe de Carrie, Margaret White, uma cristã doentiamente fundamentalista, tem uma personalidade vingativa e estranha, e, no passar dos anos, educou a jovem Carrie com uma varinha de aço e fazendo ameaças de condenação. O comportamento abusivo mental e emocional de Margaret, tem ocasionalmente se cruzado também com abuso psíquico. Carrie, então, descobre que tem poder de telecinese. Ela possui esse dom desde quando nasceu, mas controlou conscientemente para que isso desaparecesse após a sua infância. Entretanto, ela se lembra de incidentes em sua vida que podem ser atribuídos à telecinese, por exemplo, uma chuva de pedras em sua casa quando tinha apenas três anos. Carrie pratica os seus poderes em segredo, até obter total controle. Ela descobre também que ela é um tanto telepática, pelo menos o suficiente para perceber o que as pessoas pensam sobre ela. Nesse instante, ela descobre que a professora de ginástica mistura sentimentos de simpatia e repugnância sobre ela.
Por outro lado, Sue Snell, outra garota popular da escola que antes também caçoava de Carrie, começa a sentir arrependimento por ter participado nas gozações. Com a festa rapidamente chegando, Sue convence o seu namorado, Tommy Ross, um dos mais atraentes e populares garotos na escola, a chamar Carrie para a festa (Sue suspeita estar grávida de Tommy). Carrie suspeita, mas aceita e faz a sua própria roupa, um vestido de veludo vermelho. A mãe de Carrie ao ver a sua filha fazendo algo tão "carnal", pois se trata de uma festa da escola, revela bastante coisa sobre o seu passado enquanto explica o porquê. Ela acredita que o sexo é pecaminoso, mesmo depois do casamento. Ela também fica sabendo dos poderes telecinéticos de Carrie, o que considera uma forma de bruxaria, parece que isso aparece em cada terceira geração de sua família. Carrie, por outro lado, está cansada de ouvir que tudo é um pecado. Ela quer ter uma vida normal e enxerga a festa na escola como um começo.

                                                            VAN HELSING:

                             

Abraham Van Helsing é um personagem do romance Drácula de Bram Stoker. Natural de Amsterdã, Países Baixos, o célebre professor de antropologia e filosofia também era uma especialista em doenças obscuras, além de ser um cientista de métodos pouco ortodoxos, tendo em vista que usava símbolos religiosos para derrotar seus inimigos. Dentre os vários artefatos de seu largo arsenal, algumas preferências: estacas, água benta, um avental Rosa+Cruz, um livro de exorcismo, alho e uma adaga muito afiada e abençoada, capaz de decapitar um vampiro.
No romance, a caçada de Van Helsing começa em Londres e termina na própria Transilvânia, onde o professor consegue destruir Drácula depois de uma aventura comovente. Nos filmes, atores consagrados deram vida ao personangem, como Peter , Laurence Olivier, Anthony Hopkins, Christopher Plummer e, mais atualmente, Hugh Jackman (Gabriel Van Helsing). Abraham Van Helsing, não é coincidência que Abraham “Bram” Stoker nomeou essa personagem com seu primeiro nome. O escritor tinha grandes interesses em filosofia, medicina, ciência e superstições, além de ser muito ligado à religião; enquanto isso temos que sua personagem de nome icônico é um professor bastante religioso, médico cirurgião, hipnotizador, filósofo, e aparenta ter um conhecimento quase sem fim de superstições (de vampiros). Ele é aquele tipo de pessoa que tem o conhecimento para solucionar praticamente qualquer problema que tenha em mãos.
Ele luta para salvar Lucy, fazendo uma série de transfusões de sangue perigosas, já que o diferentes tipos sanguíneos somente foram descoberto poucos anos depois de sua publicação, tornando assim qualquer transfusão sanguínea um risco enorme (alias, Dacre Stoker, neto de Bram Stoker, escreveu uma novela gráfica sobre o futuro de Van Helsing e sua decadência, depois de dezenas de pacientes mortos graças a transfusões sanguíneas mal sucedidas), e para o resto do livro ele parece saber praticamente tudo sobre vampiros depois que suas suspeitas são confirmadas.
Nós vemos Van Helsing como um herói, ele é inteligente, tem a força de vontade para fazer aquilo que ele acredita ser o correto, não importando o quão terrível ou mortal possa ser isso. Ele é um homem ocupado, porém, dedicado a seus amigos.
Mas nem todas as características de Bram Stoker estão em Van Helsing. Dr. Seward tem o tipo de pensamento lógico, ceticismo e conhecimento em doenças mentais que nos mostra uma faceta mais sóbria de Stoker, além de seu fascínio pelos avanços tecnológicos e poder científico, mostra alguém que não aceitará algo só porque alguém contou para ele que é assim, ele precisa ver e testar para sequer considerar acreditar.

                                                         HERCULE POIROT

                              

"Altura, um metro e sessenta e dois; a cabeça, do formato de um ovo, ligeiramente inclinada para um lado; olhos de um verde brilhante quando excitado; espesso bigode hirsuto como costumam usar os oficiais do Exército; e uma pose de grande dignidade"
Hercule Poirot ou simplesmente Poirot é um grande detetive fictício e protagonista da maioria dos livros de Agatha Christie, comparável apenas a Sherlock Holmes, famoso detetive da ficção policial. Um grande número das obras onde Poirot aparece se tornaram filmes, séries de televisão, rádio e teatro. Foi vivido no cinema por Albert Finney e por Sir Peter Ustinov e na série televisiva por David Suchet.
O detetive aparece em mais de 40 romances de Agatha Christie e protagoniza desde 1989 a série britânica Agatha Christie's Poirot onde é interpretado por David Suchet. De nacionalidade belga (embora muitos o julguem francês), Poirot é uma personagem extremamente extravagante, não é nada modesto, e está sempre se gabando da forma como usa as suas células cinzentas. Possui um grande e belo bigode que é o que melhor o identifica, e tem sempre uma aparência elegante e impecável. O seu nome é deliberadamente absurdo, pois Hercule relembra o herói Hércules da mitologia grega, porém o detetive é um homem pequeno. O sobrenome Poirot tem origem em poireau , que em francês significa alho-porro ou verruga. O personagem apareceu pela primeira vez em 1921, no romance "O misterioso caso de Styles".
Poirot é um grande fã da ordem e do método, daí estar sempre impecavelmente vestido. Chega, em certos momentos, a ser rabugento. Costuma dizer ao seu amigo Hastings que: "o seu crime de sonho seria realizado com ordem e método" e acredita que "se houvesse um criminoso assim, seria impossível, incluindo o próprio Hercule Poirot, descobrir o verdadeiro culpado".
Ao contrário dos outros grandes detetives da Scotland Yard, Poirot diz que pode resolver um crime estando "apenas sentado na sua poltrona". Ele compara os seus colegas a "cães de caça humanos", pois eles usam as pequenas pistas no chão, as pegadas e as impressões digitais como método de trabalho; enquanto que Poirot usa, como único meio, a psicologia humana e o que ele chama de "pequenas células cinzentas". Não é um detetive de ação, mas meramente dedutivo, que para resolver seus crimes prefere interrogar todos os envolvidos, porém muitas vezes precisa investigar, a pedido de Hastings ou por extrema necessidade. Poirot diz que a mente humana não tem nenhuma originalidade, pois quando um criminoso comete um crime, o seu método psicológico é sempre o mesmo, o detetive também acrescenta a isso o fato de "conhecer a natureza humana". Nos livros de Agatha Christie, Poirot vive na Farraway Street, 14, onde está localizado o Florin Court, mais conhecido como Whitehaven Mansions. A autora considera-o "um pouco chato" com suas obsessões por "ordem e método". Como muitos personagens da ficção policial, Poirot não se casou. No entanto, teve pelo menos uma grande paixão relatada pela autora: a condessa russa Vera Rossakoff, que conheceu durante investigações de um engenhoso roubo de jóias, ainda no início de sua carreira como detetive particular em Londres, detalhado no conto "O Duplo Indício". A condessa apareceu ainda no livro "Os quatro grandes" (The Big Four) como cúmplice dos vilões e também em um dos trabalhos de Hércules, já bem mais velha e dona de uma boîte - a captura de Cérbero, que no livro, era o nome de seu cão ("Nas profundezas do inferno" no livro "Os trabalhos de Hércules"). Esse último livro foi bastante interessante, pois Agatha Christie usou de metáforas para caracterizar cada um dos trabalhos realizados pelo herói da mitologia grega homónimo de seu personagem. No livro " O Crime ABC" , Poirot inicia uma discussão com Hastings sobre como seria o crime perfeito. Poirot o descreve como algo domestico, um crime onde quatro pessoas juntam-se pra jogar Bridge, e um estranho se senta ao lado da mesa. Ao final da partida esse é encontrado morto, ou seja, um dos quatro jogadores cometeu o assassinato. Essa é justamente a trama do livro lançado apos "Os crimes ABC", chamado de "Cartas na Mesa". Para evitar que continuassem a explorar seu personagem depois de sua morte, Agatha Christie decidiu matar Poirot em um romance escrito na década de 1940, mas que, segundo ordens expressas suas, só deveria ser publicado após sua morte.
Por essa razão, Cai o pano somente foi lançado em 1975. A ação já começa com Poirot doente e sua morte fecha a trama. Uma despedida dupla, da criatura e de sua criadora.

                                                                WERTHER

                              

                                          
Werther é o personagem narrador de Os Sofrimentos do Jovem Werther do escritor alemão Wolfgang Wilhelm von Goethe. O romance é escrito em primeira pessoa e com poucas personagens. Após a sua primeira publicação, em 1774, teria ocorrido, na Europa, uma onda de suicídios, atribuída à influência do personagem de Goethe, e que foi chamada "efeito Werther". No entanto, esse impacto do romance sobre o número de suicídios nunca foi demonstrado. Apenas mais recentemente foram realizadas tentativas científicas de examinar a existência desse possível efeito de Werther. Werther é marcado por uma paixão profunda, tempestuosa e desditosa. Werther é correspondido no amor, porém sofre com a impossibilidade de consumá-lo, pois o objeto do seu amor, a jovem Charlotte, fora prometida a outro homem. Goethe põe um pouco de sua vida na obra, pois ele também vivera um amor não correspondido. Para o herói, a vida só tem um sentido: Charlotte. A vida deixaria de ter sentido se ele perdesse sua amada. A cada gesto, dança e até mesmo em meio a bofetadas, Werther se apaixona cada vez mais por ela. Werther morreu de amor:
"Pela manhã, às 6 horas, o criado entrou no quarto com a luz. Encontrou o seu senhor no chão, viu a pistola e o sangue. Chamou-o, mexeu nele; nenhuma resposta, ele ainda agonizava. Correu em busca dos médicos e de Albert. Lotte ouviu alguém tocar a campanhia e um tremor convulsionou-lhe todos os membros (...). Tinha atirado na cabeça, logo acima do olho direito, fazendo saltar os miolos. Pelo sangue espalhado no espaldar da cadeira, concluiu-se que ele realizara seu intento sentado à escrivaninha, caíra em seguida, rolando convulsivamente em volta da cadeira. Estava estendido de costas perto da janela, inerte, todo vestido e calçado, de casaca azul e colete amarelo. (...) Do vinho, bebera somente um copo."
(Wilhelm, amigo de Werther, escreve após a morte do companheiro).

                                                                     HAMLET:

                                           

 Hamlet é o Príncipe da Dinamarca, filho do recentemente morto Rei Hamlet e sobrinho do Rei Cláudio, irmão e sucessor de seu pai. Após a morte do Rei Hamlet, Cláudio casa-se apressadamente com a então viúva Gertrudes, mãe do príncipe. No cenário histórico a Dinamarca está em disputa com a vizinha Noruega, e existe a expectativa de uma suposta invasão liderada pelo príncipe norueguês Fórtinbras.
O Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa  e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade. Acredita-se que Shakespeare escreveu Hamlet baseado na lenda de Amleto, preservada no século XIII pelo cronista Saxo Grammaticus em seu Gesta Danorum e, mais tarde, retomada por François de Belleforest no século XVI, e numa suposta peça do teatro isabelino conhecida hoje como Ur-Hamlet. Hamlet pode ser analisado, interpretado e debatido sob diversas perspectivas. Por exemplo, os estudiosos têm-se intrigado ao longo dos séculos sobre a hesitação de Hamlet em matar seu tio. Alguns encaram o ato como uma técnica de prolongar a ação do enredo, mas outros o vêem como o resultado da pressão exercida pelas complexas questões éticas e filosóficas que cercam o assassinato a sangue-frio, resultado de uma vingança calculada e de um desejo frustrado. Mais recentemente, críticos psicanalíticos têm examinado o elemento da mente inconsciente de Hamlet, enquanto críticos feministas reavaliam e reabilitam o caráter de personagens como Ofélia e Gertrudes.
Hamlet é frequentemente encarado como um personagem filosófico, que expôs ideias agora conhecidas como relativistas, existencialistas e céticas. Por exemplo, ele expressa uma ideia relativista quando se dirige para Rosencrantz e diz: "nada é bom ou mau, a não ser por força do pensamento". A ideia de que nada é mau, exceto na mente do indivíduo, encontra suas raízes nos gregos sofistas, crentes de que, uma vez que nada pode ser percebido exceto através dos sentidos – e uma vez que todas as pessoas sentem e, portanto, percebem as coisas de maneira diferentemente entre si – não há verdade absoluta, apenas a verdade relativa sobre as coisas. O exemplo mais claro do existencialismo, contudo, só está por vir, no célebre e famoso monólogo da tragédia:
"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação

Que bem merece e desejamos com fervor [...]"

                                                       CRHISTIAN GREY

                           

Personagem protagonista do romance erótico bestseller da autora inglesa Erika Leonard James publicado em 2011, Crhistiam Grey é misterioso, bonito e bem-sucedido. Com menos de trinta anos, o CEO e fundador da Grey Enterprises Holdings comanda um negócio multimilionário e possui uma imensa fortuna. Reservado e atraente, é um homem de hobbies caros e comportamento extremamente controlador, um líder nato dos seus funcionários que ainda ajuda os pobres, piloto do próprio avião, fiel, super atencioso com as mulheres, um cara super bom de cama que se apaixona por uma menina de 22 anos totalmente tapada, virgem e que nem é o supra sumo da beleza feminina. Apesar das inúmeras virtudes, características e cliches de príncipe encantado, o cara não é perfeito - longe disso. Ele sofreu trocentos abusos quando era criança que afetaram drasticamente a maneira que ele se relaciona com as pessoas. Christian originalmente nasceu em Detroit. Sua mãe, Ella, era viciada em drogas e trabalhou como prostituta. Seu cafetão era extremamente abusivo para ela e Christian. Quando ele tinha quatro anos de idade, sua mãe cometeu suicídio; ele estava sozinho com o corpo por quatro dias antes de serem descobertos pela polícia. Christian continua a ter pesadelos sobre o evento até a idade adulta e se refere a sua mãe biológica como “a prostituta drogada”. Como um adolescente, Christian teve oscilações violentas de humor que muitas vezes o colocou em brigas e, secretamente, bebia álcool. Ele odiava todos os terapeutas que tinha ido. Quando ele tinha 15 anos de idade, ele tomou um trabalho de paisagismo com a amiga da sua mãe Elena Lincoln. Elena o seduziu e ele acabou perdendo sua virgindade com ela. Ela o apresentou ao estilo de vida BDSM, que ele acredita que é uma forma de ensiná-lo a controlar suas emoções e canalizar sua raiva em uma forma positiva. Ela agiu como uma dominante para Christian por seis anos, até que seu marido descobriu, e bateu nela até que foi hospitalizada. Christian foi brevemente para Harvard, estudar Política e Economia. Depois de dois anos, ele saiu para começar seu próprio negócio. Elena deu-lhe $100,000 que ele precisava para começar o negócio. Esse negócio, eventualmente, se transformou na Grey Enterprises Holdings, Inc.

                                                           By Stela Bagwell