Filmes de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

ANÁLISE SOBRE O NATAL E A LITERATURA

   

Estamos naquela época do ano em que iluminamos nossa casa, montamos uma bela árvore repleta de bolinhas brilhantes, trocamos cartões e mensagens positivas, distribuímos presentes, cumprimentamos até a sogra…Apesar de comemorarmos tanto, comermos bastante e trocarmos presentes com a família e os amigos, não sabemos tudo sobre a verdadeira origem dessa data. Você sabia, por exemplo, que nem sempre os cristãos consideraram 25 de dezembro o dia do nascimento de Jesus?
Ou, melhor, o que você acharia de não comemorar o Natal? Pois é... Com essas e outras, reunimos 20 curiosidades sobre essa época tão cheia de brilho.
Papai-Noel existe (ou, ao menos, existiu).
Apesar de comemorarmos tanto, comermos bastante e trocarmos presentes com a família e os amigos, não sabemos tudo sobre a verdadeira origem dessa data. Você sabia, por exemplo, que nem sempre os cristãos consideraram 25 de dezembro o dia do nascimento de Jesus

Além das variações de informações sobre as origens e significados de cada ritual, há também diversos “natais” por aí, pois, com a diversidade do mundo, nenhuma festa iria ser igual a outra. Em alguns países, por exemplo, o Papai-Noel chega acompanhado de renas que tem nomes; em outros, ele é auxiliado por Pedro, o Negro; em outros, ele chega antes do dia 25 de dezembro; em outros, ainda, ele vem acompanhado de um ser mitológico parecido com um demônio que castiga crianças ruins (o Krampus)... Enfim, as variações são enormes (e olha que só apontamos algumas do bom velhinho!).

Para você que é adulto e diz por aí que não existe Papai-Noel, é melhor rever os seus conceitos. Afinal, se ele não existe, ele já existiu, porque a figura natalina é baseada em uma pessoa real que se chamava São Nicolau de Mira, Taumaturgo ou São Nicolau de Bari. Esse homem teria vivido no século III, em Patara (na atual Turquia).
São Nicolau de Mira é o santo mais popular do mundo, sendo o segundo mais retratado, ficando apenas atrás da Virgem Maria. Ele é o padroeiro da Rússia, Grécia e Noruega. Segundo a história conta, era tido como acolhedor com os pobres e principalmente com as crianças carentes, sendo, portanto, inspiração para o “bom velhinho”, pois foi o primeiro santo da igreja a se preocupar com a educação e a moral de crianças e de mães.

                               

Ilustrações iniciais de São Nicolau mostram-no como um “bravo comandante”, segurando uma vara de bétula (árvore típica do Hemisfério Norte). Assim, era mais um símbolo de disciplina e punição do que o alegre, simpático, gordinho e bondoso velhinho que as crianças conhecem atualmente.
Além de São Nicolau, o deus viking Odin também é apontado como uma espécie de precursor ou “muso” inspirador do moderno Papai-Noel. De acordo com a mitologia, Odin montava seu cavalo voador, Sleipnir (antecedente das renas), que tinha oito pernas. No inverno, o deus viking dava presentes e punições às crianças que enchiam suas botas ou meias com agrados para o cavalo.

                                          

Apesar de nos parecer tão natural a loucura do final de ano, em alguns lugares o natal não é comemorado. Por seguirem religiões diferentes – tais como o islamismo e o budismo -, nessas regiões é assim: nada de sinos, Papai-Noel, renas, presentes, shopping lotado... Se você quiser escapar do feriadão, pode ser bem sucedido indo para Marrakech (Marrocos), Bangcoc (Tailândia), São Petersburgo (Rússia), Istambul (Turquia), Agra (Índia), ou, ainda, para as ilhas de Bahamas e Maldivas. Por ali, o final de dezembro é como qualquer outra época do ano.

De onde vem o vermelho, verde e dourado?

As três cores do Natal mais tradicionais são verde, vermelho e dourado. Elas representam sentimentos: o verde é símbolo de vida e do renascimento; o vermelho lembra o sangue de Cristo; e o dourado representa a luz, bem como riqueza e realeza.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há mais de 2 bilhões de crianças no mundo. Se há, em média, 2,5 filhos por família, o Papai-Noel teria de fazer 842 milhões de paradas na véspera de Natal, viajando 353.000 mil quilômetros. Para atingir todos os 842 milhões de paradas, Papai Noel precisaria viajar entre as casas em 2 / 10.000 segundo, o que significa que ele precisaria acelerar o trenó em 20,5 bilhões de metros por segundo em cada parada. A força dessa aceleração reduziria o Papai Noel a “geleia”.

A árvore e a vida

A planta sempre-viva (da palavra Inglês Old aefie significa "sempre" e que significa "crescer" gowan) foi símbolo da vida eterna e do renascimento desde os tempos antigos. O uso pagão de adoração aos galhos e árvores evoluiu para a árvore cristã de Natal.

Nem sempre existiu o Natal

Os cristãos (em especial, os católicos) comemoram o Natal como sendo a data de nascimento de Jesus. Apesar de parecer meio “óbvio”, nem sempre foi assim. A data de 25 de dezembro foi estipulada para o nascimento do filho de Deus apenas no ano de 350 d.C, quando o Papa Júlio I, bispo de Roma, oficializou a data na Igreja Católica (para coincidir com uma festa pagã de celebração ao “Rei Sol”).

Renas ‘meninas’

  

A maioria das renas do Papai Noel na Europa e nos Estados Unidos tem nomes masculinos como Rodolfo, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago (as outras são Corredora, Dançarina, Empinadora e Raposa). No entanto, renas do sexo masculino perdem os chifres na época do ano. Assim, apesar dos nomes de ‘meninos’, as renas que puxam o trenó do Papai Noel seriam, provavelmente, ‘meninas’.
Cientistas noruegueses têm a hipótese de que o nariz vermelho de Rudolph (uma das renas do Papai-Noel e a única com essa característica) seja, provavelmente, o resultado de uma infecção parasitária do seu sistema respiratório (!!!).

Árvore de pena

                            

Uma árvore de penas? É, é isso mesmo. Os alemães fizeram as primeiras árvores de Natal artificiais com penas de ganso tingidos.
“Acabou o papel...”
E não seria difícil faltar papel com tanta demanda. Somente nos Estados Unidos, a cada ano, mais de 3 bilhões de cartões de Natal são enviados nos EUA.
Haja luzes e bolas
De acordo com o livro dos recordes mundiais, Guinness Book, a árvore de Natal mais alta construída até hoje tinha mais de 67 metros e foi exibida em 1950, no Northgate Shopping Center em Seattle, Washington. Imagina quantos enfeites foram necessários?

Meião de natal


Papai-Noel tem que ser muito grande para calçar essa meia gigante. A maior de Natal do mundo tinha 32,56 m de comprimento e 14,97 m de largura, conseguindo abrigar quase 1.000 presentes. Ela foi criada pela Sociedade das Crianças em Londres, em dezembro de 2007.
Teia de Aranha natalina
Para nós, as teias de aranha não lembram muita coisa boa: quando não remetem a sujeira, são símbolos de suspense, terror... Arrepio! Porém, na Polônia, as aranhas ou mesmo suas teias são enfeites de natal comuns porque, de acordo com uma lenda local, foram aranhas que teceram a manta para o bebê Jesus, em seu nascimento. Além disso, polacas consideram aranhas como símbolos de bondade e prosperidade no Natal.
Não adianta, a grande referência natalina para os brasileiros são os Estados Unidos. As comemorações e rituais são semelhantes nos dois países – mas, nem sempre foi assim. Antes de 1836, não havia o feriado em nenhum estado americano, sendo que o Alabama foi o primeiro a reconhecer oficialmente o Natal naquele ano. Já Oklahoma foi o último a adotar o feriado, em 1907.
Plantação de Natal
No Brasil, a gente costuma usar árvores de natal artificial. Porém, nos Estados Unidos, as naturais são as mais procuradas e, para satisfazer a demanda, há aproximadamente 21.000 fazendas de árvores de Natal pelo país. Isso significa que existem milhões de árvores no país. Só para termos ideia, é calculado que, a cada ano, sejam vendidas, em média, 35 milhões de unidades.

Mas e a literatura Natalina?

Muita gente por aí tem motivos de sobra para desgostar das comemorações de Natal. Solidão, falta de empatia com o espírito da estação, saudades, ceticismo quanto aos valores e princípios da festa, e até mesmo certo asco pelo cardápio tradicional das ceias natalinas podem transformar essa época do ano em um depressivo tormento para alguns. Mas que a Literatura não tenha nada a ver com isso! Afinal, através dos séculos os mais variados autores têm se inspirado no período natalino para produzir algumas de suas obras mais interessantes e bem sucedidas.
Muitas dessas obras, por exemplo, ajudaram a delinear a forma atual de se enxergar essa data do ano, vendo-a como um momento de redenção e perdão pelo passado, valorização do presente e esperanças para o futuro. Construída justamente sobre esses três pilares temporais, está a mais conhecida história natalina: “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, que já foi adaptada diversas vezes para todos os tipos de arte e conta a tumultuada noite de Natal do avarento e ranzinza EbenezerScrooge (já interpretado por Jim Carrey, Bill Murray e o Tio Patinhas), visitado por quatro fantasmas que pretendiam fazê-lo repensar sua vida.

                    

Um fato interessante sobre Ebenezer Scrooge é que o personagem foi inspirado em uma pessoa real, cuja lápide Dickens viu em Edimburgo. Por causa de sua fraca dislexia e da falta de luz, ele leu “Meanman” (homem mau) em vez de “Mealman” (um tipo de mercador). Impressionado, Dickens escreveu: “(…) deve ter paralisado a alma de Scrooge ter que carregar um fardo tão terrível para a eternidade(…)”.
De qualquer forma, ao escrever o conto, Dickens reinventou a forma de se celebrar o Natal, embutindo-o de valores seculares e desconectados da religião cristã para que fosse uma data democrática e laica daqual todos pudessem participar. E embora o livro termine com o pequeno Tim gritando “Deus nos abençoe, a todos!”, não há qualquer referência na obra ao significado religioso da comemoração, apenas à capacidade existente em todos nós de perceber nosso potencial de transformar-nos e ao mundo também, o que faria do Natal um momento de reflexão e esperança. Além disso, a obra tem o mérito de ter resgatado tradições natalinas há muito esquecidas, como as canções, e afirmar outras que começavam a despontar, como as árvores e os cartões de Natal. A influência do escritor foi tanta que, conta-se, uma menina perguntou se ainda haveria Natal quando ele morreu, em 1870.

        

Outra história que aborda o tema da redenção e da descoberta de valores humanos é a famosa e curiosamente fofa “Como Grinch Roubou o Natal”, do Dr. Seuss. Novamente aqui, uma criança é responsável por tocar o coração do protagonista, a estranha criatura Grinch, também interpretada por Jim Carrey, e fazê-lo crescer três vezes de tamanho. 

                                 

Tendo se tornado tão popular, a narrativa em versos acabou inspirando o filme de Tim Burton “O Estranho Mundo de Jack” (“NightmareBeforeChristmas”), um dos grandes sucessos natalinos para as telonas e ícone da cultura pop.
Mas a conexão entre Natal e Literatura não para por aí. O criador da Terra-Média, Eru – quer dizer, J.R.R. Tolkien também se arriscou, embora sem saber que seria publicado, a escrever dentro desse tema. Pois é. O escritor, grande entusiasta dessa celebração, enviava cartas a seus filhos na época de Natal, passando-se pelo Papai Noel. Muitas crianças escrevem a essa entidade natalina, mas poucas (em verdade, só quatro) recebem uma resposta, ainda mais com desenhos e ilustrações originais de um dos maiores gênios da literatura fantástica mundial. A compilação dos 22 anos de cartas do Papai Noel inclui desenhos maravilhosos, conversas com o atrapalhado Urso-Polar do Norte, ajudante de Noel, inúmeros relatos sobre os acontecimentos no Polo Norte e, como não podia deixar de ser, alfabeto e língua próprios das criaturas da região, já que o Tolkien linguista nunca, nunca descansa.

                                                      

Falando do Papai Noel, foi também a literatura que contribuiu para construir sua imagem como a entendemos hoje, a partir do poema “A Visitfrom St. Nicholas” (“Uma Visita de S. Nicolau”, em tradução livre), atribuído a Clement Clarke Moore. Na história, o eu lírico acorda na véspera de Natal e vê S. Nicolau em um trenó puxado por oito renas depositando presentes nas meias das pessoas. Tendo fixado essa figura no imaginário popular, o poema foi ainda um dos principais responsáveis por transformar o Natal na data preferida dos ocidentais, sobrepondo-se ao Ano Novo, que era o favorito por não ser considerado uma heresia para os protestantes.
Sempre em um tom mais soturno, a literatura contemporânea não podia faltar e deixou sua marca com um dos mais conhecidos e adorados escritores atuais: Neil Gaiman. Seu curto poema procura contar a origem por trás do Papai Noel, e o faz da maneira habitualmente sombria e deliciosamente lúgubre do autor. São alguns versinhos que merecem ser lidos:

" Nicholas Was…older than sin, and his beard could grow no whiter. He wanted to die.The dwarfish natives of the Arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.Once every year they forced him, sobbing and protesting, into Endless Night. During the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves’ invisible gifts by its bedside. The children slept, frozen into time.He envied Prometheus and Loki, Sisyphus and Judas. His punishment was harsher.Ho.Ho.
Ho." 

" Nicolau Era…
 mais velho que o pecado, e sua barba não podia ser mais branca. Queria morrer.
 Os nativos anões das cavernas do Ártico não falavam sua língua, mas conversavam em seu próprio chilreado idioma, e conduziam rituais incompreensíveis quando não estavam de fato trabalhando nas fábricas.
Uma vez por ano o forçavam, soluçando e protestando, a adentrar a Noite Sem Fim. Durante a jornada ele chegava perto de todas as crianças do mundo e deixava um dos presentes invisíveis dos anões ao lado de sua cama. As crianças dormiam, congeladas no tempo.
 Ele invejava Prometeu e Loki, Sísifo e Judas. A punição dele era mais dura."
                              

Com isso, temos uma extensa e rica literatura natalina que nos transporta para toda a magia que o Natal, ao menos em teoria, deveria nos proporcionar. Toda essa literatura propõe reler e reescrever uma das mais importantes festividades da nossa espécie, que ultrapassou e muito seu significado original, para bem ou para o mal.
Um dos trechos mais simpáticos de “Como o Grinch Roubou o Natal” é aquele no qual toda a cidade dos Quem se reúne para cantar, mesmo que todos os artigos natalinos tenham sido roubados por Grinch, que, surpreso, conclui não ter conseguido impedir o Natal de chegar – de uma maneira ou de outra, ele veio. Logo, apreciando ou não a data, uma coisa é certa: ela virá, então por que não aproveitar tudo o que ela nos oferece? Muito mais que o show anual do Roberto Carlos na Globo ou as intermináveis sessões de filmes tresh de Natal com o Tim Allen em todos os canais da TV ou mesmo os melosos especiais de fim de ano, temos brilhantes autores que tiveram ou têm tantas dúvidas sobre a vida, o universo e tudo mais quanto nós, mas que, sendo os gênios que são, procuraram compreender essa catarse generalizada de sensações e tradições que preenchem o fim do mês de Dezembro e fazem parte da nossa humanidade, criando verdadeiras obras de arte. Para os que odeiam Natal, que a literatura seja, nesse tempo de perdão, um instrumento para perdoar o próprio Natal. Para os já apaixonados (e também para todos os outros), deleitem-se e feliz Natal!

TOP 10: Livros para se ler no Natal

                        O Expresso Polar (Chris Van Allsburg)

 

Considero a produção cinematográfica de Robert Zemeckis, um dos melhores filmes de animação, adaptado do livro de de Chris Van Allsburg
Apesar de ter apenas 32 páginas, a obra literária lançada em 1985 é tão boa quanto o filme.
Não tem como não se apaixonar pela história daquele garoto que não acreditava em Papai Noel, renas, elfos, duendes e Pólo Norte, achando tudo isso uma grande besteira. Quer dizer... até numa noite, véspera de Natal, quando um enorme e magnífico trem, chamado Expresso Polar, para em frente a sua casa. Então, o maquinista da composição convida o garoto a subir no trem, dizendo que o irá levá-lo até o Pólo Norte para conhecer o papai Noel. A princípio, ele reluta em fazer a viagem, mas depois acaba aceitando.  Dentro do expresso Polar, ele se encontra com várias crianças que logo se tornam seus amigos e também cúmplices das magias de Natal que passarão a viver.

                   Como o Grinch roubou o Natal (Dr. Seuss)

                                  

Não vai me dizer que você no alto de sua cultura ou psedudo-cultura, nunca “viajou” ao ler um livro infantil? Se você responder que a sua época de literatura infantil já passou há décadas e que agora esse tipo de história não lhe atrai, vou gritar em seu ouvido com todo vigor: “Mentiroso!!” Meu amigo, todos nós que apreciamos um bom livro, temos uma quedinha ou quedona pelas chamadas histórias infanto-juvenis. Muitas dessas histórias são melhores do que aquela pilha de livros que você julga “cabeça”!
Um livro que li há pouco tempo e gostei muito foi “Como o Grinch roubou o Natal”, do escritor americano, Theodor Seuss Geisel que assinava as suas obras sob o pseudônimo de Dr. Seuss. Uma história deliciosa! Com certeza, muitos desses leitores, metidos a falsos filósofos e que bradam aos quatro cantos que só lêem obras adultas, já tiveram nas mãos o livro de Dr. Seuss.
“Como o Grinch roubou o Natal” fala sobre um monstrinho que só não é mais feio por falta de espaço. Ele é nervoso, emburrado e vive de mau humor reclamando de tudo e de todos. O Grinch odiava o Natal e não queria que as festas de fim de ano ocorressem. Por isso, num belo dia, ou melhor, num mau dia, ele se veste de papai Noel e resolve sabotar o Natal, roubando todos os presentes do papai Noel e também das crianças. Para sua surpresa, entretanto, seus planos não dão certo e apesar do boicote maldoso, o Natal acaba acontecendo assim mesmo e... o Grinch acaba descobrindo o verdadeiro significado dessa festa.
Acredite, a historinha é emocionante. Vale à pena!
Ah! Antes que me esqueça, o livro, à exemplo de “O Expresso Polar”, também foi adaptado para o cinema, mas não utilizando técnicas de animação; os produtores optaram por atores de carne e osso. O Grinch foi vivido pelo humorista Jim Carrey.

                           A Cabana (William P. Young)

         

Não é a tôa que esse livro lançado em 2007 já vendeu mais de 12 milhões de cópias, se tornando uma das obras mais lidas em todo o mundo. O enredo elaborado por Young prende o leitor da primeira a última página. Na história um homem vive amargurado com o desaparecimento de sua filha num acampamento de férias durante um final de semana em que toda a família estava reunida. Num momento de distração dos pais, a menina sai para brincar e nunca mais volta. Sinais de que a criança teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana abandonada nas montanhas.
Desde então o pai da garota passa a viver numa grande tristeza que já dura mais de três anos. Um dia, ao apanhar as correspondências da caixa de correios de sua residencia, ele encontra uma carta supostamente escrita por Deus. Na correspondência, O Todo Poderoso marca um encontro com o sofrido pai na mesma cabana onde sua filha teria sido assassinada. A partir daí, com certeza muitas emoções começam a “rolar”.

                       Um Conto de Natal (Charles Dickens)

                                 

Este livro escrito em 1843 por Charles Dickens se tornou um verdadeiro clássico da literatura inglesa. Já foi relançado ao longo dos anos com diversos títulos diferentes, entre os quais: “Um Cântico de Natal”, “ O Natal do Avarento” , “Os Fantasmas de Scrooge”, entre outros.
Considero a obra de Dickens uma verdadeira lição de vida para todos nós e que serve de puxão de orelhas, mas daqueles bem doídos, nas pessoas que só pensam na obtenção de lucro fáceis, ou seja, os famosos capitalistas selvagens; pessoas sem misericórdia, egoístas e que nem durante as festas que marcam o nascimento de Cristo abrem o seu coração para a fraternidade natalina. Cara! Que belo puxão de orelhas Dickens deu nessas pessoas. A história nos ensina que temos de mudar, crescer, renovar, enfim, tornarmos novas pessoas, deixando certos valores mesquinhos de lado. E quer data melhor para realizar essa mudança do que o Natal? “Um Conto de Natal” nos ensina como fazer isso, porque a história realmente toca os nossos corações e reacende a chama natalina que estava apagada em muitos de nós. Não considero a obra de Dickens, um simples livro de história infantil. É muito mais do que isso... é uma lição de vida para todos nós.
O livro narra a história de Ebenezer Scrooge, um homem avarento, ranzinza e grosseiro que só pensa em ampliar os seus lucros. Para ele, o amor, a fraternidade e a compaixão não significam absolutamente nada. Falar com ele sobre partilha é o mesmo que lhe dar um tapa no rosto. E pra variar, Scrooge detesta o Natal.
Após a morte de seu sócio, o velho ranzinza se torna muito solitário, mas um dia ele recebe a visita de um sobrinho que o convida para comemorar o Natal. Scrooge responde, dizendo que a data é uma grande perda de tempo que não leva a nada, pois a época só serve para pagar dívidas.
Ao chegar em casa, Scrooge recebe três visitantes inesperados e porque não dizer, também, sobrenaturais e que irão tentar lhe fazer enxergar a importância do Natal.
O livro de Dickens serviu de referencia para muitas outras, entre as quais podemos citar os filmes “O Expresso Polar”, onde Scrooge faz uma pontinha; “O Conto de Natal dos Muppets”, em 1992, com o ator Michael Caine interpretando o velho ranzinza; “Barbie em a Canção de Natal”, considerado a versão feminina do filme dos Muppets; “Os Fantasmas de Scrooge”, em 2009, produção em 3D com Jim Carrey. E para que você tenha uma idéia da importância e da popularidade da obra de Dickens, basta dizer que nem mesmo o “Cavaleiro das Trevas” conseguiu escapar do Sr. Scrooge. No final do ano passado, a DC Comics lançou a história em quadrinhos “Batman: Noel”, mostrando o morcegão como um amargurado e sem esperanças Scrooge; além da Mulher Gato, Superman e Coringa como os visitantes misteriosos da véspera de Natal.

             Médico de Homens e de Almas (Taylor Caldwell)

                                             

Taylor Caldwell demorou 46 anos para escrever “Médico de Homens e de Almas” que retrata a vida do apóstolo São Lucas.
São Lucas foi o único apóstolo que não era judeu, nunca viu Cristo e tudo o que está escrito em seu Evangelho foi adquirido por meio de pesquisas e dos testemunhos da mãe de Cristo, dos discípulos e dos apóstolos. Mesmo assim, se tornou o maior defensor da fé cristã e, como Saulo de Tarso, mais tarde Paulo, o apóstolo dos gentios, não acreditava que Nosso Senhor tinha vindo apenas para salvar os judeus. Justamente por isso, os dois homens encontraram muitas dificuldades com os primeiros discípulos de Jesus.
Não se trata de um livro de ficção, já que a maioria dos fatos narrados na obra são autênticos. Além de apóstolo, Lucas ou Lucano, como era conhecido, também foi médico e pintor.
Gostei tanto da obra de Caldwell que decidi escrever um post especial sobre o assunto. Vale a pena você conferir aqui.
Um livro “e tanto” para ler e se emocionar. Leitura obrigatória nesta época em que nos preparamos para comemorar o Natal.

                          Mistério de Natal (Jostein Gaarder)

                                           

Isso mesmo, babei nas ilustrações desse livro de Jostein Gaarder que faz com o leitor resgar amplamente e totalmente o espírito natalino. Não são só as Ilustrações que tem o poder de cativar e prender o leitor, mas também a história intrigante do pequeno Joaquim.
Gaarder conta numa linguagem envolvente a viagem realizada pelo garoto que um dia descobre, por acaso, um calendário mágico que esconde um enigma. Ele é semelhante a um portal do tempo e ao tocar em suas datas, Joaquim acaba sendo transportado no tempo, indo parar na época do nascimento de Cristo. Ele participa de uma caravana de peregrinos que viajam para conhecer o menino Jesus. Dessa caravana fazem parte uma menina, alguns anjos e pastores.
Uma história de Natal fascinante que confere um novo sentido ao mistério do nascimento de Jesus.

                       Milagre na Rua 34 (Valentine Davies)

                                               

Há filmes que jamais imaginamos terem sido, um dia, adaptados de livros. Para alguns é somente o filme que existe e pronto. Então, quando descobrimos que a história original é oriunda do velho e bom livro, ficamos surpresos. “Milagre na Rua 34” que tanto a Globo quanto o SBT cansaram de reprisar nos Natais passados é um desses filmes. Ao assisti-lo há ‘uns’ dois anos atrás pensei comigo: - “Nossa que filme lindo! Quem será que elaborou o roteiro?” Então, após algumas semanas, fuçando na Net, descobri que na realidade antes do filme, havia um livro. Isso mesmo! A história que encantou crianças e adultos nos cinemas e depois na TV não se trata de um roteiro original, mas adaptado de um livro – não muito conhecido – escrito por Valentine Davies em 1934. Como gostei muito da produção cinematográfica acabei comprando o livro num sebo, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Quem sabe faça isso nesse final de ano, aproveitando o clima de Natal.
Com relação ao filme, só posso dizer que chorei. Fazer o que não é? Só me lembro de ter chorado tanto assim, em minha pré-adolescencia, quando saí do cinema com um lencinho na mão, meio envergonhado, após o final de “Uma Janela para Céu”.
A história daquele velhinho bondoso e inocente que trabalha numa loja  de brinquedo, na véspera de Natal, vestido de Papai Noel e que afirma ser o ‘próprio’ bom Noel em carne e osso é prá arrebentar o mais duro dos corações.
“Milagre na Rua 34” é uma fábula inesquecível, que para muitos tornou-se sinônimo de celebração do Natal.  No livro de Valentine Davies, a época natalina torna-se cheia de encanto quando um cavalheiro muito bem educado, de olhos brilhantes, com uma "ampla" barriga e barba branquinha é contratado como Papai Noel pela dona de uma famosa loja de departamentos. Ele alega que seu nome é Kris Kringle, e logo contagia a todos com o espírito do Natal, exceto sua chefe que ensina sua filha pequena a não acreditar em Papai Noel. Mas quando Kris é declarado louco – por afirmar ser o Papai Noel em pessoa - e enviado a julgamento, a fé de todos é colocada em teste, pois tanto jovens quanto idosos enfrentam a antiga pergunta: Você acredita em Papai Noel?  Uma verdadeira história de fé, amor e imaginação e que permanece como um dos mais populares e adoráveis filmes sobre a época natalina de todos os tempos.

               O Homem que Inventou o Natal (Les Standiford)
                                               
O livro escrito por Les Standiford é sobre Charles Dickens. Por isso, se você quer conhecer detalhes importantes sobre a vida do famoso autor vitoriano que para muitos foi o inventor do Natal moderno, ou seja, uma data festiva, alegre e comemorativa; o livro certo a ser adquirido é esse!
Vale lembrar que o Natal nem sempre foi assim, do jeito que conhecemos hoje. Na época em que Dickens viveu, o puritanismo impedia as comemorações mais efusivas do Natal; dessa maneira, a data não era o sinônimo de alegria que é atualmente.
Standiford conta em seu livro que Dickens estava endividado e que os críticos o tratavam com desprezo, até o dia em que ele escreveu “Um Conto de Natal”. A obra foi escrita em seis semanas e o autor teria pedido para que a sua editora lançasse a obra poucas semanas antes do Natal. A estratégia deu certo e “Um Conto de Natal” se transformou da noite para o dia em um tremendo sucesso. Standiford relata em seu livro que Dickens decidiu escrever a sua obra máxima em tempo recorde porque estava desesperado em conseguir dinheiro para pagar as suas dívidas. Ela conta ainda como o livro de Dickens revolucionou os hábitos das pessoas. Standiford explica que “Um Conto de Natal” imediatamente causou sensação e insuflou nova vida a uma data que caíra em desgraça, minado pelo persistente puritanismo e pela fria modernidade da Revolução Industrial. Era uma época dura e lúgubre, em que havia uma necessidade desesperada de renovação espiritual. Uma época pronta para abraçar um livro que espalhava bênçãos para todo mundo.
Les Standiford nos leva de volta à Inglaterra Vitoriana com afeto, inteligência e uma infusão de alegria natalina para revisitar o autor mais amado da época e acompanhar o nascimento do Natal como o que conhecemos hoje. O homem que inventou o Natal é uma leitura rica e proveitosa. Ideal para ser lida nessa época do ano.

Quando Chegar o Natal: Mensagens para Acolher Jesus (Padre Zeca)

                                             

Natal também é tempo de meditação. Parar um pouquinho, escolher um lugar tranqüilo e conversar muito com Deus. Há uma melhor maneira de fazer isso do que lendo os salmos? Saiba que para cada situação que vivemos ou enfrentamos, seja ela triste ou alegre, há um salmo.
Os salmos da Bíblia são usados para louvar, agradecer, desabafar, enfim, para falarmos com Deus em cada momento de nossas vidas. O livro escrito pelo Padre Zeca, que também é um conhecido cantor católico é para ser lido e vivido nesta época natalina.
O nome do livro já diz muito. Convida ao gesto de entrega da vida nas mãos de Deus. Padre Zeca parte da Bíblia, selecionando salmos que exprimem segurança e confiança em Deus. Cada salmo é seguido de uma reflexão que ajuda a trazer a palavra de Deus para o chão da vida. É um livro para ajudar a rezar e meditar neste período tão importante que marca o nascimento de Cristo.

                           As Crônicas de Nárnia (C.S. Lewis)

                                               

“As Crônicas de Nárnia” não se tratam de um livro, mas de sete! E posso garantir que um é melhor do que o outro. Adultos e crianças viajaram com as aventuras de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia que certo dia foram parar no reino de Nárnia. Lá deixaram de ser crianças comuns para se tornarem reis e princesas de uma terra mágica. Quem não se encantou com o enigmático e justo leão Aslan; com o valente príncipe Caspian ou então torceu pela queda da maldosa feiticeira?
Existem livros que tem o poder de arrastar o leitor para o interior de suas páginas. É como se entrássemos no âmago da história e também passássemos a fazer parte dela, vivendo as mesmas aventuras dos seus personagens.
“As Crônicas de Nárnia” tem esse poder...  tem essa magia maravilhosa.
Tai! Espero que essas sugestões lhe ajudem a escolher uma boa história para ler em clima de Natal. Escolham, leiam, meditem e viajem!

By Stela Bagwell

Fontes: Literatortura, Livros e Opinião